Na madrugada deste domingo (13), em Pontes e Lacerda, a 443 km de Cuiabá, um acidente fatal causou indignação entre moradores. Enquanto trafegava em uma moto após sair do trabalho, Luciana Souza Vareiro, de 37 anos, sofreu um atropelamento violento por um Honda Civic em alta velocidade. O motorista fugiu do local sem prestar qualquer ajuda. Horas depois, em vez de se apresentar, o condutor enviou o pai até a delegacia, que tentou justificar a ausência alegando apenas que o filho “tem habilitação”. A atitude gerou revolta e levantou questionamentos sobre impunidade e responsabilidade.
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— O Matogrossense (@o_matogrossense) July 13, 2025
Alta velocidade e omissão: o vídeo que chocou a cidade
Câmeras de segurança flagraram o momento em que o carro atinge a moto conduzida por Luciana. A mulher retornava do trabalho como vigilante em um evento e, segundo a polícia, teria cruzado a preferencial. O impacto foi violento e não deixou chance de defesa. O vídeo circulou pelas redes sociais e causou comoção entre moradores e familiares.
Socorro negado e tentativa de acobertamento
Testemunhas afirmaram que o motorista não estava sozinho no veículo e que os demais ocupantes também se omitiram diante da gravidade do atropelamento. Nenhum deles acionou socorro após o impacto. O Corpo de Bombeiros atendeu a vítima e a encaminhou ao Hospital Vale do Guaporé, onde ela não resistiu aos ferimentos. Algumas horas depois, o pai do condutor procurou a polícia e tentou minimizar o ocorrido ao declarar que o filho possuía habilitação, atitude que aumentou a revolta entre os moradores.
Impunidade ou justiça? Polícia avalia enquadramento do crime
A Polícia Civil ainda analisa se enquadra o crime como homicídio doloso ou culposo, enquanto os investigadores consideram fatores como a velocidade excessiva, a omissão de socorro e a tentativa de fuga, que podem agravar a responsabilização penal do motorista. O caso também provoca discussões sobre a responsabilidade familiar, o uso imprudente de veículos por jovens e a conivência diante de crimes no trânsito.
Perguntas e respostas:
A polícia ainda avalia a gravidade dos indícios.
Sim, o vídeo é uma prova central na apuração.
É possível, caso haja tentativa de encobrimento.

