Uma gestante morreu dias após procurar a UPA de Tangará da Serra, em Mato Grosso, durante trabalho de parto. O bebê, com 37 semanas, nasceu sem vida após transferência tardia para hospital. O caso gerou revolta e levou familiares a cobrar investigação imediata.
A mulher chegou à unidade com contrações e sinais claros de parto. Familiares relatam espera prolongada, falta de definição clínica e ausência de profissional para decidir a conduta médica. A demora pode ter agravado o estado de saúde da paciente.
Quando o quadro piorou, a equipe transferiu a gestante para o hospital. Médicos realizaram cesariana de urgência, mas o bebê não resistiu. Dias depois, a mãe também morreu por complicações clínicas.
Família pede respostas e denuncia possível negligência
Após as duas mortes, parentes formalizaram pedido de investigação. A família quer saber se profissionais seguiram protocolos, se a unidade manteve equipe suficiente e se a demora contribuiu para o desfecho fatal.
A Polícia Civil pode abrir inquérito para apurar responsabilidades. O Ministério Público também pode instaurar procedimento para fiscalizar condutas e cobrar providências administrativas na rede pública de saúde.
Peritos devem analisar prontuários, horários de atendimento, escala médica e decisões adotadas durante a permanência da paciente na unidade. Testemunhos de familiares e servidores também podem integrar a apuração.
Lei penal prevê punição em caso de falha comprovada
Se a investigação comprovar negligência, imprudência ou imperícia, responsáveis podem responder por homicídio culposo, quando não existe intenção de matar, conforme prevê o Código Penal Brasileiro.
Até agora, a Prefeitura de Tangará da Serra e a direção da UPA não detalharam oficialmente a sequência do atendimento. Moradores aguardam esclarecimentos sobre tempo de espera, regulação hospitalar e disponibilidade de profissionais.
Sim. Se a investigação comprovar falha no atendimento, o hospital ou o poder público pode responder civilmente e indenizar a família.
Pode. Se a Justiça confirmar culpa grave, responsáveis podem responder por homicídio culposo ou outros crimes previstos em lei.
A pessoa pode procurar a Ouvidoria do SUS, Ministério Público, Polícia Civil ou conselho profissional da categoria.

