Uma travesti identificada como Patrícia de Souza, conhecida como “Ariel Deyli”, denunciou agressão praticada por três mulheres na madrugada desta quinta-feira (2), em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. O caso ocorreu nas proximidades do Zero Quilômetro, área marcada pela presença de profissionais do sexo.
Segundo relato publicado nas redes sociais, Ariel afirmou que três mulheres a surpreenderam enquanto atendia um cliente. “Foram três em cima de mim. Não deu tempo de pegar minha roupa”, disse. A vítima descreveu uma ação rápida, que impediu reação.
Mulheres localizam cliente e iniciam depredação durante ataque
A vítima relatou que as agressoras localizaram o homem após instalarem um rastreador no celular dele. A suspeita aponta motivação ligada a um relacionamento extraconjugal, o que desencadeou a violência no local.
Durante a confusão, as mulheres quebraram o vidro do carro do cliente e tentaram danificar a motocicleta da vítima. “Elas quebraram o carro e tentaram quebrar minha moto”, afirmou Ariel. Ela deixou o local às pressas e terminou de se vestir na rua.
A situação gerou prejuízo financeiro e interrompeu o trabalho da vítima naquela madrugada.
Agressão e ataques transfóbicos
Ariel sofreu escoriações, relatou dores pelo corpo e dificuldade para caminhar após o ataque. Ela também afirmou que as agressoras proferiram ofensas com teor transfóbico durante a ação.
“Eu estava trabalhando. Não tenho culpa se ele me procurou”, declarou. A fala reforça o exercício profissional da vítima e evidencia a exposição a riscos em ambientes públicos.
A legislação brasileira enquadra a agressão física como lesão corporal, prevista no artigo 129 do Código Penal. A Justiça pode aplicar penas mais severas conforme a gravidade dos ferimentos.
A lei equipara a transfobia ao crime de racismo, com pena de até cinco anos de prisão.
Sim, dependendo da gravidade e do flagrante, a polícia pode prender o agressor na hora.
Sim. Quebrar ou danificar bens de terceiros configura crime de dano no Código Penal.

