A Polícia Civil prendeu Reyvan da Silva Carvalho, de 30 anos, nesta sexta-feira (29), dentro do campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. Os investigadores cumpriram mandado de prisão temporária após exames de DNA confirmarem a ligação dele com o estupro e a morte de Solange Aparecida Sobrinho, de 52 anos, ocorridos em 23 de julho. O suspeito caminhava pela instituição quando recebeu voz de prisão e, segundo relatos da polícia, chorava e negava qualquer envolvimento.
— O Matogrossense (@o_matogrossense) August 29, 2025
Material genético confirmou autoria
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) encontrou material genético masculino no corpo da vítima. A análise apontou correspondência com o DNA de Reyvan, que também apareceu em registros do Banco Nacional de Perfis Genéticos. Esse cruzamento revelou ligações com um homicídio em 2020 e dois estupros em anos anteriores. Os investigadores destacaram que a coleta de provas em uma bituca de cigarro encontrada na cena reforçou a identificação do suspeito.
Histórico de crimes e vítimas vulneráveis
O delegado Bruno Abreu explicou que Reyvan acumulava passagens policiais desde 2016 e costumava escolher vítimas em situação de vulnerabilidade. De acordo com a investigação, ele já atacou uma gestante e, no caso mais recente, Solange, que possuía esquizofrenia. A mãe do acusado confirmou que o filho frequentava o campus com frequência, descrevendo a universidade como “reduto” dele. A polícia informou que o suspeito costumava usar faca para render mulheres.
Prisão anterior e audiência de custódia
Antes da prisão relacionada ao caso da UFMT, Reyvan foi detido no dia 16 de julho por ameaça e desacato a servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Funcionários da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Leblon acionaram a Polícia Militar informando que ele estava tendo uma suposta crise convulsiva em frente à unidade. No entanto, ele foi liberado em audiência de custódia no dia seguinte, o que gerou questionamentos sobre a rapidez de sua soltura em face de seu histórico criminal.
Horário e circunstâncias do crime
As investigações indicaram que Solange chegou ao campus no fim da tarde do dia 23 de julho, por volta das 16h30. A perícia apontou que a morte ocorreu entre 0h40 e 2h40 do dia 24. Uma equipe de segurança da universidade encontrou o corpo na manhã seguinte, em área próxima a locais usados por usuários de drogas. O laudo de necropsia constatou que a vítima morreu por asfixia causada por estrangulamento. A polícia ainda busca esclarecer o que ocorreu nas horas em que Solange permaneceu no campus, já que as câmeras de monitoramento da área não funcionavam.
Perguntas e Respostas
Por que a polícia conseguiu ligar Reyvan ao crime?
Porque o DNA encontrado no corpo da vítima coincidiu com o material genético dele em diferentes bancos de dados.
O suspeito já tinha outros registros criminais?
Sim. Desde 2016, ele acumulava passagens e foi ligado a outros casos de homicídio e estupro.
O que falta esclarecer na investigação?
A polícia ainda precisa descobrir o que aconteceu entre a chegada de Solange ao campus e o horário estimado da morte.

