A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu cerca de 21,5 quilos de cocaína entre os dias 7 e 8 de abril na BR-364, em Mato Grosso. Policiais rodoviários federais abordaram ônibus interestaduais em Cuiabá e Rondonópolis e identificaram o transporte da droga. As equipes conduziram sete pessoas à Polícia Federal e encaminharam um menor ao Conselho Tutelar.
A PRF realizou as ações com apoio de cães farejadores e confirmou a utilização de Mato Grosso como corredor do tráfico internacional. Os envolvidos informaram que traficantes enviaram a droga de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, para cidades do Sudeste, como Campinas e São Paulo.
Cão farejador identifica drogas em malas com fundo falso
Policiais rodoviários federais realizaram a primeira apreensão no km 387 da BR-364, em Cuiabá. O cão farejador Anúbis indicou uma bagagem com compartimento oculto. A equipe encontrou 3,2 kg de cocaína e identificou um passageiro boliviano como responsável. Ele declarou que levaria a droga até Campinas (SP).
Na mesma fiscalização, o cão sinalizou outras três malas. Os policiais abriram os compartimentos falsos e localizaram mais 8,45 kg de cocaína. Três passageiros assumiram as bagagens e confirmaram a mesma rota internacional da droga.
A PRF utiliza cães farejadores para ampliar a eficiência das abordagens e identificar métodos sofisticados de ocultação usados por traficantes.
Nova apreensão em Rondonópolis amplia volume interceptado
No dia 8 de abril, policiais rodoviários federais abordaram outro ônibus no km 211 da BR-364, em Rondonópolis. O cão farejador indicou três bagagens suspeitas no compartimento inferior do veículo.
Durante a fiscalização, a equipe encontrou 9,9 kg de pasta base de cocaína escondidos em fundos falsos. Passageiros informaram que receberam a droga na Bolívia e que entregariam o material em São Paulo.
As apreensões consecutivas revelam a frequência do uso da BR-364 por organizações criminosas para o transporte de entorpecentes.
Depende do caso, mas a lei brasileira prevê de 5 a 15 anos de prisão por tráfico, podendo aumentar se houver agravantes.
Equipes utilizam cães farejadores treinados, além de inspeções visuais e técnicas para identificar compartimentos ocultos.
Rotas próximas às fronteiras, como regiões ligadas à Bolívia e Paraguai, são frequentemente usadas para entrada e distribuição.

