O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (18), a Operação “Arinos Sujo”, em Juara (650 km de Cuiabá). A força-tarefa, composta por Ministério Público, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo, identificou que policiais penais usavam os cargos para se beneficiar financeiramente de forma ilegal.
A Justiça determinou o cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão, além da quebra de sigilos bancário e telefônico de sete suspeitos. O Judiciário também afastou os investigados de suas funções.
Advogados lavaram dinheiro para policiais penais
Durante a investigação, os agentes descobriram que advogados da cidade atuavam como operadores financeiros do esquema. Eles recebiam os valores ilegais e executavam a lavagem do dinheiro, ocultando a origem criminosa.
O Ministério Público de Mato Grosso confirmou que os envolvidos responderão por corrupção passiva, concussão, peculato e lavagem de dinheiro. A Terceira Vara da Comarca de Juara expediu todas as ordens judiciais com base nas provas coletadas.
Ministério Público reforça combate ao crime organizado
O Gaeco revelou que os investigados agiram com organização e utilizavam o conhecimento institucional para burlar o sistema de controle. O órgão classificou a operação como mais um passo decisivo no combate à corrupção sistêmica em Mato Grosso.
“O Estado precisa garantir a integridade das instituições públicas. Atos como esse minam a confiança da população e exigem resposta imediata”, destacou um promotor envolvido no caso.
Próximos desdobramentos
O Gaeco informou que as investigações continuam e podem levar a novas ordens de prisão, denúncias formais e ações penais. A força-tarefa mantém o sigilo sobre detalhes para proteger a eficácia das apurações.
A sociedade espera que o sistema judiciário responsabilize todos os envolvidos e adote medidas para evitar novos casos.
Perguntas frequentes
Os nomes ainda não foram divulgados oficialmente pelo Ministério Público.
Porque os crimes ocorreram na região do Rio Arinos, em Juara (MT).
Eles responderão a processos por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.

