Pesquisadores soltaram dezenas de falcões no sudeste do Cazaquistão para salvar uma espécie ameaçada. As aves fazem parte de um projeto de restauração ambiental. A ação busca recuperar uma população que caiu drasticamente nos últimos anos.
Foto/Vídeo: Reprodução/Redes sociais
Projeto devolve aves ao habitat natural
Equipes soltaram 34 falcões no Parque Nacional Altyn-Emel, no sudeste do Cazaquistão. As aves levantaram voo sobre a paisagem rochosa e desértica da região em uma ação voltada à preservação da espécie.
Os falcões fazem parte de um projeto que busca restaurar a população do falcão-sacar, ave que simboliza nobreza e liberdade para os povos nômades da estepe cazaque e também atua como companheira tradicional de caça.
Parceria internacional lidera ação
O Clube de Falcões da Arábia Saudita lidera o programa em parceria com um instituto do Cazaquistão. O grupo pretende soltar entre 35 e 45 aves por ano durante os próximos três anos.
A iniciativa tem como objetivo aumentar a população da espécie, que atualmente integra a Lista Vermelha de animais ameaçados de extinção.
Espécie sofreu queda drástica
O falcão-sacar habita uma área extensa que vai da Europa Central até o nordeste da China. No entanto, no Cazaquistão, a população caiu em até 90% nos últimos anos.
Pesquisadores apontam a perda de habitat como principal causa dessa redução. O país é considerado uma das áreas mais importantes para a reprodução da espécie, o que torna a região ideal para a soltura.
Monitoramento acompanha adaptação das aves
As equipes equiparam todas as aves com rastreadores GPS e microchips. Com isso, cientistas poderão acompanhar os padrões de migração e o comportamento dos falcões na natureza.
Segundo Ahmed Fahd Al-Hababi, representante do projeto, a iniciativa busca garantir que as aves se reproduzam e prosperem novamente em seu habitat natural
Perguntas e Respostas:
Para ajudar a recuperar a população do falcão-sacar, que está ameaçada de extinção.
Principalmente a perda de habitat ao longo dos últimos anos.
Eles utilizam rastreadores GPS e microchips para monitorar os movimentos e comportamento dos falcões.

