Max Russi projeta bancada robusta e aposta em salto do Podemos na Assembleia

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, afirmou que a ida ao Podemos vem acompanhada de uma meta clara: eleger ao menos seis deputados estaduais na eleição de outubro. A declaração indica uma estratégia de crescimento da sigla no Legislativo estadual, que hoje conta com 24 cadeiras. Atualmente, quatro delas são ocupadas por parlamentares do PSB, partido que Russi preside no Estado e do qual se despede para assumir o comando do Podemos.

Ao falar com a imprensa, Russi destacou que o objetivo é mensurável e imediato. “Hoje, o projeto principal do Podemos é eleger, no mínimo, seis deputados estaduais para o próximo mandato. Anotem aí!”, disse. Caso a projeção se confirme, o partido pode alcançar a maior bancada da Casa, alterando o equilíbrio interno do Parlamento.

Mudança partidária com foco no Legislativo

A ida de Max Russi ao Podemos marca uma reorganização partidária com foco na eleição proporcional. O movimento ocorre em um contexto de reacomodação de forças políticas no Estado, em que partidos buscam ampliar presença no Legislativo para ganhar protagonismo nas decisões. Ao assumir a liderança da sigla, Russi passa a centralizar a montagem de chapas e a articulação regional.

O plano prioriza a eleição de deputados estaduais, considerada estratégica para consolidar a legenda no curto prazo. O desenho inclui fortalecer bases municipais, atrair quadros competitivos e construir uma nominata capaz de alcançar o quociente eleitoral com folga.

Números da Assembleia e impacto da meta

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso possui 24 cadeiras. Com seis eleitos, o Podemos atingiria um quarto do total, patamar suficiente para liderar bancadas e influenciar a pauta legislativa. Hoje, o PSB ocupa quatro assentos, o que evidencia o salto pretendido pelo novo partido de Russi.

Na prática, uma bancada maior amplia o poder de negociação em comissões, relatorias e acordos internos. Também facilita a coordenação de agendas regionais e a interlocução com o Executivo.

Estratégia de chapa e articulação regional

Nos bastidores, a estratégia passa pela composição de uma chapa equilibrada, com candidatos de diferentes regiões e perfis complementares. A ideia é distribuir votos de forma eficiente para maximizar o resultado coletivo. O comando partidário aposta em lideranças locais com densidade eleitoral e em alianças municipais para ampliar capilaridade.

A condução centralizada por Max Russi tende a padronizar discurso e método, evitando dispersão. O foco é cumprir a meta declarada e posicionar o Podemos como força relevante já no próximo mandato.

Calendário e próximos passos

Com a filiação encaminhada e a liderança definida, o partido deve acelerar a definição de pré-candidaturas e o fechamento da nominata. O período pré-eleitoral será dedicado à consolidação de apoios e à organização das campanhas proporcionais.

A expectativa é que o desempenho do Podemos seja um dos pontos observados na disputa de outubro, especialmente pelo impacto que uma bancada numerosa pode ter na dinâmica da Assembleia.

Perguntas frequentes

Qual é a meta do Podemos para a eleição?
Eleger ao menos seis deputados estaduais.

Quantas cadeiras tem a Assembleia Legislativa?
São 24 cadeiras no total.

Quem lidera a estratégia do partido?
Max Russi, que assumirá o comando do Podemos no Estado.