Indígenas do Acampamento Terra Livre (ATL) incendiaram caveiras de plástico gigantes nesta terça-feira (7/4) no gramado do Congresso Nacional. O ato simbólico encerrou a marcha do ATL, que ocupou a Esplanada dos Ministérios desde às 9h20, chamando atenção do público e das autoridades.
Foto/ Vídeo: Natahalie Lopes / Metrópoles
Protesto simbólico
Lideranças indígenas explicaram que o fogo representa a rejeição às decisões do Congresso que afetam diretamente os territórios dos povos originários. “Isso é para queimar as coisas ruins que o Congresso faz com nossas terras”, declarou uma liderança durante o protesto, reforçando a indignação contra políticas prejudiciais.
Multidão presente
O evento reuniu entre 7 mil e 8 mil participantes, incluindo representantes de 391 povos indígenas e delegações internacionais, além de ativistas e apoiadores da causa. O ATL começou no Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte) e seguiu em marcha até o Congresso Nacional, ocupando toda a Esplanada dos Ministérios e chamando atenção da mídia.
Segurança e controle
Brigadistas acompanharam todo o protesto, garantindo a segurança de todos, enquanto equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal controlaram as chamas de maneira rápida e eficiente. Por volta das 11h20, o fogo foi totalmente apagado, sem feridos registrados, e sem danos ao patrimônio público.
O ato deste ano recebeu o nome de “Congresso Inimigo do Povo” e buscou denunciar ataques aos direitos indígenas, reforçar a necessidade de proteção dos territórios e pressionar o poder público a respeitar e garantir os direitos constitucionais das comunidades originárias.
Perguntas e respostas:
O incêndio simboliza a indignação com decisões do Congresso que prejudicam os direitos e territórios indígenas.
O fogo simboliza a insatisfação dos indígenas com decisões do Congresso prejudiciais às suas terras.
Entre 7 mil e 8 mil manifestantes, incluindo indígenas de diversas regiões e delegações internacionais.

