A Polícia Civil prendeu, nesta terça-feira (7), um homem de 37 anos que fingia atuar como profissional de saúde em Nobres (MT). A Delegacia local coordenou a “Operação Falso Jaleco” e cumpriu mandado expedido pelo Juiz das Garantias. O suspeito atendia no Centro e cobrava até R$ 3 mil por consultas fraudulentas.
O investigado anunciava mais de 15 especialidades, como psicanálise, neurociência e medicina chinesa. Ele prometia curas e tratamentos estéticos sem possuir formação ou autorização legal para exercer qualquer atividade na área da saúde.
Suspeito engana pacientes e pratica abusos durante atendimentos
O suspeito explorava a vulnerabilidade emocional e física das vítimas. Ele prescrevia substâncias desconhecidas e realizava atendimentos sem qualquer respaldo técnico ou científico.
Durante as consultas, o investigado praticava abusos sexuais, conforme apontaram as investigações. Ele utilizava a falsa autoridade profissional para manipular as vítimas e obter vantagens ilícitas.
O delegado Marcus Vinicius Ferreira Silva afirmou que o homem divulgava terapias como quiropraxia, homeopatia, medicina integrativa e até astroterapia para ampliar o alcance dos golpes.
Polícia encontra laboratório clandestino e medicamentos ilegais
Os policiais civis localizaram um laboratório químico clandestino na residência e na clínica do suspeito. Ele manipulava substâncias sem controle sanitário e sem qualquer autorização dos órgãos competentes.
A equipe apreendeu grande quantidade de medicamentos sem registro ou comprovação de origem. O material representa risco direto à saúde pública e reforça a gravidade das condutas investigadas.
Sim. A lei brasileira pune o exercício ilegal da medicina com detenção e multa, além de outras penalidades se houver agravantes.
Você pode procurar a delegacia mais próxima ou denunciar anonimamente pelos números 197 (Polícia Civil) ou 181.
O crime ocorre quando alguém engana a vítima para obter vantagem sexual, utilizando falsa identidade ou manipulação.

