O ex-deputado federal Wagner Ramos anunciou que deixará seu atual grupo político após denunciar uma articulação que, segundo ele, inviabilizou sua candidatura em Tangará da Serra. Em declaração direta, ele classificou o episódio como “trairagem” e confirmou que irá se filiar ao MDB.
A decisão movimenta o cenário político regional e pode alterar a disputa eleitoral na região médio-norte de Mato Grosso.
“Fui desconvidado”, afirma Wagner ao relatar articulação
Wagner Ramos afirmou que existia um acordo para que ele fosse candidato único da cidade dentro da federação formada por União Brasil e PP.
Segundo ele, a situação mudou de forma inesperada. “Estava tudo programado, mas colocaram outro candidato para dividir os votos”, declarou.
O ex-deputado disse que se sentiu retirado do projeto político sem aviso prévio. A fala evidencia uma ruptura interna e expõe divergências dentro do grupo.
Divisão de votos entra no centro da crítica
Wagner Ramos apontou que a entrada de outro candidato da mesma base pode prejudicar a representatividade de Tangará da Serra.
Ele atribuiu a articulação ao prefeito Vander Masson, afirmando que a estratégia enfraquece a cidade no cenário político.
“Divide os votos e dificulta a eleição de um representante local”, disse.
A divisão de candidaturas em uma mesma base costuma reduzir as chances de vitória, especialmente em disputas proporcionais.
MDB surge como alternativa com novo projeto político
Após o rompimento, Wagner confirmou que já acertou sua filiação ao MDB. Segundo ele, o novo partido oferece melhores condições políticas para a disputa.
“Recebi uma proposta com viabilidade regional”, afirmou.
O ex-deputado destacou que o projeto envolve apoio não apenas em Tangará da Serra, mas em toda a região. A mudança indica uma tentativa de reposicionamento político.
Histórico eleitoral reforça discurso do ex-deputado
Wagner também relembrou a eleição de 2022. Segundo ele, decisões políticas anteriores já haviam impactado sua candidatura.
“Eu tive quase o dobro de votos de quem foi eleito”, afirmou.
O argumento reforça sua avaliação de que a divisão interna prejudica candidaturas competitivas.
Cenário político local ganha novos contornos
A saída de Wagner Ramos e sua ida ao MDB podem alterar alianças e estratégias na região. Movimentações desse tipo costumam influenciar diretamente a disputa eleitoral.
A definição das candidaturas ainda está em andamento, mas o episódio já intensifica o debate político local.
Perguntas e respostas
Por que Wagner deixou o grupo político?
Ele afirmou ter sido prejudicado por uma articulação interna.
Para qual partido ele vai?
Vai se filiar ao MDB.
O que ele critica na estratégia?
A divisão de votos que pode enfraquecer a região.

