A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT) realizou, nesta semana, uma bateria de exames nas onças-pintadas Moara e Rudá, resgatadas em Mato Grosso. Os laudos apontam que os animais mantêm bom estado de saúde e desenvolvimento adequado. O CENAP agora avalia e define o destino definitivo das duas fêmeas.
Equipes resgataram Moara, de sete meses, sozinha nos arredores urbanos de Barra do Garças. Já Rudá, de 1 ano e três meses, surgiu em área de garimpo ilegal na Amazônia mato-grossense. Após o resgate em 2025, o Instituto Urihi assumiu o cuidado integral das onças e mantém assistência veterinária 24 horas.
A Sema-MT conduziu exames clínicos, laboratoriais e comportamentais. Os técnicos analisaram alimentação e crescimento das onças. Os resultados confirmam evolução positiva. Agora, especialistas utilizam esses dados para decidir entre reintegração à natureza ou inclusão em programas de conservação.
Resgates revelam avanço humano sobre habitats naturais
A presença humana pressiona diretamente o habitat das onças em Mato Grosso. O garimpo ilegal e a expansão urbana fragmentam áreas naturais e isolam filhotes. Esse cenário aumenta o número de resgates e expõe riscos à sobrevivência da espécie.
Especialistas alertam que a separação precoce compromete habilidades essenciais, como caça e defesa. Por isso, técnicos analisam cada caso com rigor. A decisão correta aumenta as chances de sobrevivência e fortalece estratégias de preservação da onça-pintada.
CENAP define destino com base em critérios técnicos
O CENAP avalia idade, comportamento e grau de contato com humanos antes de decidir o destino. Animais que mantêm instintos preservados podem retornar à natureza. Já aqueles com alta dependência humana seguem para programas de conservação.
O Instituto Urihi aplica estímulos que preservam comportamentos naturais e reduz o contato humano. A equipe técnica prioriza o bem-estar e busca ampliar as chances de reintegração das onças ao ambiente natural.
Elas vivem principalmente no Pantanal, Amazônia e Cerrado, sempre próximas a áreas com água e vegetação densa.
A pessoa deve evitar contato e acionar órgãos ambientais, como IBAMA ou Polícia Ambiental, para resgate seguro.
Sim. A lei prevê multas, apreensão de equipamentos e até prisão para quem explora áreas sem autorização.

