A Polícia Militar de Mato Grosso apreendeu 24 cestas básicas em um centro comercial de Sapezal após receber denúncia. A equipe identificou indícios de envio por facção criminosa para distribuição. Os policiais detiveram a proprietária do estabelecimento por suspeita de participação e encaminharam o caso à Polícia Civil.
A 2ª Companhia da PM realizou a ação durante a Operação Centro Seguro. Os policiais localizaram as cestas no comércio e questionaram a responsável. Ela afirmou desconhecer a origem e o destino dos produtos.
A PM retirou o material do local e apresentou a ocorrência à autoridade policial. A corporação destacou que age para impedir práticas ilegais disfarçadas de ações sociais.
Facção usa doações como estratégia
Facções criminosas utilizam a distribuição de alimentos para atrair apoio em áreas vulneráveis. O objetivo é comprar silêncio, fortalecer influência e sustentar atividades ilícitas, como o tráfico de drogas.
A Polícia Militar identificou sinais dessa prática no caso de Sapezal. Os grupos exploram necessidades básicas para ampliar domínio territorial e criar vínculos com moradores.
A corporação reforça que ações sociais legítimas seguem critérios legais. Instituições sérias realizam doações com transparência, sem vínculo com o crime.
Leis e possíveis crimes
A Polícia Civil investiga a origem das cestas e a ligação com organização criminosa. Se confirmar o vínculo, a Justiça pode enquadrar os envolvidos na Lei nº 12.850/2013.
Os investigadores também podem aplicar o artigo 288 do Código Penal, que trata de associação criminosa. Caso identifiquem recursos ilícitos, podem incluir a Lei de Lavagem de Dinheiro (Lei nº 9.613/1998).
O Poder Judiciário decidirá o destino das cestas apreendidas. A Justiça pode encaminhar os alimentos para entidades assistenciais cadastradas.
Grupos estruturados com divisão de tarefas que praticam crimes para obter vantagem, conforme a Lei nº 12.850/2013.
Sim, quando a ação envolve fins ilícitos, como cooptação de pessoas ou financiamento de atividades criminosas.
É possível denunciar pelo 190 em emergências ou 181 (Disque Denúncia), com garantia de sigilo.

