Entregadores por aplicativo realizaram, nesta terça-feira (14), uma carreata na Avenida do CPA, em Cuiabá, e seguiram até a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) em protesto contra o Projeto de Lei 152. Um vídeo gravado do alto de um prédio registrou filas de motociclistas buzinando e ocupando a via.
A categoria critica o projeto e afirma que ele pode reduzir a renda, elevar custos operacionais e limitar a autonomia no trabalho. Os profissionais também pressionam deputados estaduais a se posicionarem publicamente sobre a proposta antes de qualquer avanço na tramitação.
Motoristas e pedestres acompanharam a manifestação, que provocou lentidão no trânsito e concentrou grande número de participantes. Os entregadores transformaram a principal avenida da capital em palco de reivindicação e ampliaram a visibilidade do movimento no estado.
Pressão política e impacto econômico
Os manifestantes defendem mudanças no texto do PL 152 e rejeitam medidas que possam impor taxas ou obrigações consideradas inviáveis. Segundo a categoria, o modelo atual garante flexibilidade e permite organização individual da rotina de trabalho.
Especialistas analisam que a regulamentação precisa equilibrar proteção social e liberdade econômica. O debate inclui temas como previdência, vínculo empregatício e segurança, que dividem opiniões entre trabalhadores, empresas e poder público.
Movimento nacional ganha força
Entregadores de Mato Grosso integram uma mobilização nacional organizada principalmente por redes sociais. O grupo articula protestos simultâneos em várias cidades e tenta barrar o avanço do projeto em diferentes estados.
Lideranças do movimento afirmam que novas manifestações podem ocorrer nos próximos dias. A categoria mantém a pressão política e não descarta paralisações que afetem diretamente os serviços de entrega.
Eles protestam para defender melhores condições de trabalho, renda e autonomia frente a mudanças em leis ou regras das plataformas.
A regulamentação pode criar direitos trabalhistas, mas também pode gerar custos, taxas e novas obrigações para os profissionais.
Pode, se bloquear vias sem autorização ou desrespeitar leis de trânsito, conforme o Código de Trânsito Brasileiro.
