Emanuel Pinheiro adia retorno à ALMT e soma mais de dois anos de afastamento remunerado

O ex-prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), voltou a estender seu período de afastamento da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Técnico Legislativo concursado, ele solicitou mais 450 dias de licença remunerada, o que adia seu retorno para setembro de 2026. Com salário de R$ 12 mil por mês, Emanuel já acumula três licenças consecutivas desde que reassumiu o cargo em janeiro de 2025.

Desde que encerrou o mandato como prefeito, Pinheiro tem evitado qualquer reaproximação com a rotina legislativa. Mesmo tendo sido reconduzido ao cargo na ALMT em 6 de janeiro, não apareceu para trabalhar e vem se utilizando de sucessivos pedidos de licença. O novo requerimento amplia ainda mais esse afastamento, ultrapassando dois anos fora da função pública, mas com salário garantido.

VIA – MIDIA NEWS

Apesar de estar amparado pela legislação, o caso de Emanuel reacende discussões sobre o uso de benefícios administrativos por figuras políticas. O silêncio do ex-prefeito quanto às motivações para o novo afastamento deixa espaço para críticas de setores que enxergam privilégio e falta de compromisso com a função pública.

Salário mantido sem atividades

Durante o período afastado, Emanuel segue recebendo integralmente o salário de R$ 12 mil, sem apresentar qualquer justificativa pública sobre suas atividades fora da ALMT. A decisão foi protocolada sem alarde, mas gerou repercussão entre servidores que consideram a situação desproporcional, principalmente diante da rigidez imposta a trabalhadores comuns que precisam justificar até mesmo pequenas ausências.

Para alguns analistas, o prolongamento da licença pode servir para manter o vínculo funcional ativo, garantindo estabilidade enquanto o cenário político é avaliado. A proximidade das eleições de 2026 também levanta suspeitas sobre uma possível rearticulação futura do ex-prefeito.

Em silêncio, Emanuel ainda é nome forte no MDB

Mesmo distante do debate público, Emanuel Pinheiro segue sendo figura relevante dentro do MDB de Mato Grosso. Sua ausência do Legislativo não significa, necessariamente, um afastamento da política. Pelo contrário, o silêncio pode ser uma tática para se preservar enquanto o partido se organiza para as próximas disputas.

Enquanto isso, o contribuinte segue pagando a conta de um servidor que não aparece para trabalhar, mas continua em plena folha de pagamento.

Perguntas e respostas

Emanuel pode continuar pedindo licença por tempo indefinido?

Na prática, sim, desde que os pedidos sejam aceitos pela Mesa Diretora da ALMT e se enquadrem nas regras internas.

A licença é sempre remunerada?

Depende do tipo de licença. Até agora, as de Emanuel têm sido remuneradas.

Existe algum questionamento legal sobre essas licenças?

Até o momento, não há registros de questionamentos formais, mas o caso tem provocado debates sobre moralidade administrativa.