A saída de Aron Dresch da presidência da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) não foi motivada por escândalos ou investigações criminais. Ao contrário, ele faz questão de afirmar: “não saio por intervenção, revogação, ou qualquer invalidação da minha gestão”. Ainda assim, a Justiça entendeu que a ausência de um processo eleitoral regular impedia a continuidade do mandato, o que abriu espaço para uma intervenção inédita no futebol do estado.
Intervenção que escancara a fragilidade institucional
A nomeação do advogado Thiago Dayan da Luz Barros como administrador provisório pela juíza Ana Cristina Silva Mendes evidencia um ponto crítico: a ausência de transparência e de regras claras na sucessão de cargos de comando na FMF. A suspensão das eleições, após contestação de um clube excluído do pleito, a Associação Camponovense de Futebol, demonstra como interesses contrariados podem paralisar toda uma entidade.
Oponentes de peso e a disputa pelo comando
Na disputa cancelada, Dresch enfrentaria João Dorileo Leal, empresário e atual investidor do Mixto Esporte Clube, que já havia demonstrado interesse em reestruturar o futebol local. A ascensão de Dorileo poderia significar uma nova direção para a FMF, possivelmente com maior profissionalização da gestão esportiva — mas também levanta suspeitas de concentração de poder nas mãos de poucos clubes influentes.
O futuro da FMF e o que está em jogo
O interventor nomeado tem agora a missão de organizar eleições que reflitam a vontade dos clubes filiados. Mas o que se espera é mais do que uma simples votação. Clubes pequenos, categorias de base e o futebol feminino esperam não ser esquecidos no processo de reconstrução.
Perguntas e respostas:
Isso vai depender das novas regras eleitorais e da transparência no processo.
Hoje, o poder está concentrado nos clubes com maior estrutura e investimento.
Só em casos extremos. O ideal é que as entidades se autorregulem com eficiência.

