Uma mulher entrou em uma loja de celulares em Florianópolis, na quarta-feira (28/1), para solicitar a troca da película do celular e protagonizou um episódio de racismo contra um funcionário. Câmeras de segurança do estabelecimento registraram toda a ação. As imagens mostram a cliente discutindo com o atendente após receber a informação de que o serviço não estava disponível naquele momento.
O funcionário se identificou como Dennys Evangelista da Silva, de 18 anos. Ele explicou à cliente que o técnico responsável pela troca da película não se encontrava na loja. Em seguida, indicou outro estabelecimento onde ela poderia resolver a demanda.
Atendimento termina em agressão verbal
Após ouvir a orientação, a mulher reagiu de forma agressiva. Ela elevou o tom de voz e passou a dirigir ofensas racistas ao funcionário. As câmeras internas registraram claramente as declarações e o comportamento exaltado da cliente durante o atendimento.
Mesmo diante das agressões, Dennys manteve postura profissional e não respondeu às provocações. O episódio ocorreu em poucos minutos, mas deixou evidente o conteúdo discriminatório das falas proferidas dentro do estabelecimento.
Funcionário aciona a polícia
Após o ocorrido, Dennys procurou a Polícia Civil e registrou um boletim de ocorrência. Ele apresentou o relato dos fatos e informou a existência das imagens de segurança, que servem como prova do crime. O registro formal permitiu o início dos procedimentos legais.
A Polícia Civil informou que vai instaurar investigação para apurar o caso. Os agentes devem analisar os vídeos, identificar a autora das ofensas e ouvir testemunhas que presenciaram a situação no local.
Crime gera apuração oficial
A legislação brasileira classifica o racismo como crime, com punições previstas em lei. Casos registrados por câmeras de segurança fortalecem a responsabilização dos envolvidos e contribuem para o avanço das investigações.
O episódio reforça a necessidade de combater práticas discriminatórias em ambientes de atendimento ao público. A investigação segue em andamento, e a polícia deve divulgar novas informações após a conclusão das diligências.
Perguntas e respostas:
A cliente se irritou ao saber que o serviço não estava disponível.
Sim. A mulher fez declarações de cunho racista, registradas em vídeo.
Sim. A polícia confirmou a abertura de investigação.

