Com a morte do papa Francisco, a Igreja Católica se prepara para um novo conclave — e o Brasil, país com o maior número de católicos no mundo, terá quatro representantes entre os 123 cardeais eleitores. Todos foram escolhidos pessoalmente por Francisco, o que indica uma continuidade possível de seu legado progressista.
Brasil no centro do Vaticano: quem são os cardeais cotados para o próximo papa; Veja vídeo pic.twitter.com/reoOWKH1Q7
— O Matogrossense (@o_matogrossense) April 21, 2025
A presença brasileira no conclave é estratégica, não apenas pelo peso demográfico do país no catolicismo global, mas também pela diversidade pastoral dos seus representantes. Cada um dos quatro cardeais brasileiros atua em contextos sociais distintos — da Amazônia urbana às periferias metropolitanas — o que pode influenciar na escolha de um novo papa mais atento às realidades do Sul Global. Essa pluralidade de experiências e o alinhamento com temas caros ao pontífice falecido, como justiça social, defesa do meio ambiente e acolhimento de minorias, posicionam o Brasil não apenas como votante, mas como voz ativa no futuro da Igreja.
Os nomes mais influentes da delegação brasileira
Entre os mais citados está o arcebispo de Salvador, Dom Sérgio da Rocha, conhecido por sua postura equilibrada e atuação pastoral intensa no Nordeste. Também participam:
O Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio, figura de diálogo com os setores conservadores e com forte presença midiática.
Dom Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus, destacado por sua atuação na defesa da Amazônia e dos povos indígenas.
Dom João Braz de Aviz, que atua diretamente na Cúria Romana, como prefeito do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada.
Uma escolha com impacto global e raízes locais
A composição do colégio de cardeais — com ampla presença de países em desenvolvimento — reflete o estilo de Francisco, que sempre valorizou periferias e vozes fora do eixo Europa-EUA. Os cardeais brasileiros entram no conclave com a responsabilidade de representar uma Igreja que enfrenta desafios sociais complexos, como desigualdade, crise ambiental e intolerância religiosa.
Não. O Brasil nunca teve um papa. Apesar de ser o maior país católico, seus cardeais raramente foram considerados favoritos.
É improvável, mas não impossível. O favoritismo costuma recair sobre cardeais europeus ou africanos, mas o Brasil pode surpreender, especialmente com nomes ligados à Cúria.
Um papa que dê continuidade à linha de Francisco: voltado para os pobres, preocupado com o meio ambiente e defensor do diálogo inter-religioso.
