Com o falecimento do Papa Francisco aos 88 anos, em 21 de abril de 2025, a Igreja Católica inicia o processo de escolha de seu novo líder. O conclave, previsto para ocorrer entre 6 e 11 de maio na Capela Sistina, reunirá 135 cardeais eleitores de todo o mundo para eleger o próximo pontífice. A seguir, destacamos alguns dos principais nomes considerados “papáveis” para suceder Francisco.

Pietro Parolin – Itália
Atual Secretário de Estado do Vaticano, Parolin é reconhecido por sua habilidade diplomática e vasta experiência em assuntos internacionais, especialmente no Oriente Médio e na Ásia. Seu perfil moderado e conciliador o torna um candidato de consenso entre diferentes alas da Igreja.
Matteo Zuppi – Itália
Arcebispo de Bolonha e presidente da Conferência Episcopal Italiana, Zuppi é conhecido por seu compromisso com a justiça social e o diálogo inter-religioso. Sua atuação próxima aos movimentos sociais e sua afinidade com as reformas de Francisco o colocam como um forte candidato.
Luis Antonio Tagle – Filipinas
Considerado o “Francisco Asiático”, Tagle é pró-prefeito do Dicastério para a Evangelização e possui uma abordagem pastoral centrada na inclusão e na compaixão. Sua experiência multicultural e carisma o tornam um nome relevante, especialmente para representar a crescente comunidade católica na Ásia.
Robert Sarah – Guiné
Ex-prefeito da Congregação para o Culto Divino, Sarah é uma figura proeminente entre os conservadores. Conhecido por sua defesa da tradição litúrgica e moral da Igreja, sua eleição representaria uma guinada mais tradicionalista no Vaticano.
Jean-Marc Aveline – França
Arcebispo de Marselha, Aveline é reconhecido por sua abertura ao diálogo inter-religioso e por promover uma Igreja mais próxima das periferias. Sua postura equilibrada entre tradição e modernidade o torna um candidato de perfil progressista moderado.
José Tolentino de Mendonça – Portugal
Atual prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação, Tolentino é um intelectual respeitado e poeta renomado. Sua visão humanista e alinhamento com as reformas de Francisco o colocam como uma opção progressista e inovadora.
Peter Turkson – Gana
Com ampla experiência em questões sociais e ambientais, Turkson já liderou o Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral. Sua eleição representaria a escolha do primeiro papa africano da era moderna, destacando a diversidade da Igreja.
Willem Eijk – Holanda
Arcebispo de Utrecht, Eijk é conhecido por sua postura ortodoxa e defesa dos ensinamentos tradicionais da Igreja, especialmente em temas bioéticos. Sua eleição agradaria aos setores mais conservadores do colégio cardinalício.
Fridolin Ambongo – República Democrática do Congo
Arcebispo de Kinshasa, Ambongo é uma voz ativa em questões de justiça social e direitos humanos na África. Sua liderança pastoral e compromisso com os pobres o tornam um candidato representativo das preocupações sociais da Igreja.
Processo de escolha
O conclave será conduzido sob estrito sigilo, com os cardeais reunidos na Capela Sistina até que um candidato obtenha dois terços dos votos. A expectativa é que o novo papa mantenha o espírito reformista de Francisco, mas também enfrente os desafios contemporâneos da Igreja, como a secularização, os escândalos de abusos e a necessidade de diálogo com outras religiões.
Perguntas e Respostas:
Está previsto para acontecer entre 6 e 11 de maio de 2025.
Apenas cardeais com menos de 80 anos podem votar; atualmente, são 135 eleitores.
Espera-se um líder que continue as reformas iniciadas por Francisco, promovendo uma Igreja mais inclusiva e engajada com os desafios sociais contemporâneos.
