Bruna Alexandre é a primeira atleta Paralímpica do Brasil nos Jogos; veja vídeo

Inspiração Olímpica

Bruna Alexandre, uma mesatenista de Criciúma, Santa Catarina, entrou para a história do esporte brasileiro. Aos 29 anos, ela se tornou a primeira atleta paralímpica a competir nos Jogos Olímpicos, participando das Olimpíadas de Paris 2024. Ao lado de Giulia Takahashi, Bruna disputou as oitavas de final na competição por equipes de tênis de mesa. Mesmo com a derrota para a dupla sul-coreana Shin Yubin e Jeon Jihee por 3 sets a 0, sua participação representou um marco significativo. Além disso, essa conquista abriu portas para futuras gerações de atletas paralímpicos.

Trajetória de sucesso

Bruna acumula um impressionante histórico de conquistas. Nos Jogos Paralímpicos, ela conquistou dois bronzes no Rio 2016 e uma prata e um bronze em Tóquio 2020. Além disso, em 2023, ela se destacou ao ser a primeira atleta paralímpica a competir nos Jogos Pan-Americanos, onde ganhou o bronze na edição de Santiago, Chile. Portanto, seu desempenho contínuo em competições de alto nível destaca sua dedicação e talento.

Bruna Alexandre celebra ponto durante Brasileiro de tênis de mesa | Foto: Bruno Ruas/CBTM

Superação e determinação

Desde os seis meses de idade, após a amputação de seu braço direito devido a uma trombose causada por uma injeção mal aplicada, Bruna se dedicou ao tênis de mesa. Começou a praticar o esporte aos sete anos e ingressou no paradesporto aos 13. Desde 2010, Bruna faz parte do Programa Bolsa Atleta, o que impulsionou seu desenvolvimento e conquistas. Assim, sua jornada reflete uma trajetória de perseverança e superação.

Inspirando gerações

A participação de Bruna nas Olimpíadas de Paris prova que barreiras podem ser superadas com determinação e apoio. “Estou muito feliz pela oportunidade, porque é muito difícil conseguir classificar para a Olimpíada. Estou realizando um dos maiores sonhos da minha carreira e mostrando que uma pessoa com deficiência consegue fazer tudo, somos todos iguais”, afirmou a atleta. Além disso, sua história inspira muitos a acreditarem em suas próprias capacidades.

Essa conquista destaca a importância da inclusão no esporte e serve de inspiração para muitas pessoas com deficiência no Brasil e no mundo