Nesta segunda-feira, 5 de agosto, Adílio, um dos maiores ídolos da história do Flamengo, faleceu aos 68 anos. Ele não resistiu ao câncer de pâncreas, que se agravou nos últimos meses. Internado no Hospital Rios D’Or, na zona oeste do Rio de Janeiro, Adílio esteve rodeado por familiares e ex-companheiros de time em seus últimos momentos.
Trajetória brilhante
Adílio de Oliveira Gonçalves, nascido em 15 de maio de 1956, iniciou sua carreira no Flamengo em 1975, aos 18 anos. Conhecido por sua habilidade, passes precisos e criatividade, ele formou um meio-campo lendário ao lado de Zico e Andrade. Durante seus 12 anos no clube, conquistou títulos memoráveis, como a Libertadores e o Mundial de Clubes de 1981, quando marcou um dos gols na vitória histórica sobre o Liverpool.
Recordes e conquistas
Com 617 partidas disputadas, Adílio é o terceiro jogador com mais jogos pelo Flamengo, ficando atrás apenas de Zico e Júnior. Além disso, ele marcou 129 gols e participou de 377 vitórias, 148 empates e 92 derrotas. Sua carreira no clube é marcada por 22 títulos, incluindo cinco Campeonatos Cariocas e três Campeonatos Brasileiros.
Vida após os gramados
Adílio não se afastou do futebol após sua aposentadoria. Primeiramente, ele teve uma breve carreira como treinador, comandando as categorias de base do Flamengo e assumindo o time principal como interino em 2006. Posteriormente, jogou em clubes como Coritiba, Barcelona de Guayaquil e Alianza Lima. Além disso, fez sucesso no futsal, atuando como ala.
Legado eterno
Em 2019, o Flamengo homenageou Adílio com um busto na sede do clube, na Gávea. Ele deixa sua esposa, Sônia, e três filhos. Adílio será lembrado não apenas pelos títulos e conquistas, mas pela paixão e dedicação ao esporte, servindo de inspiração para gerações de jogadores e torcedores.
Em resumo, a história de Adílio transcende os gramados, destacando-se pela humildade e espírito esportivo, qualidades que continuarão a ressoar entre os amantes do futebol.











