Em 16 de abril, em Rondonópolis (MT), uma criança sofreu agressão dentro da Escola Estadual Maria de Lima Cadidé. O vereador Professor Alikson Reis levou a denúncia à tribuna após receber informações da mãe, que registrou boletim de ocorrência. A vítima enfrentava bullying recorrente e apresentou ferimento no supercílio.
Imagens comprovam agressão e ampliam repercussão
Imagens enviadas ao vereador mostram o aluno ensanguentado durante atendimento médico. O material reforçou a denúncia e mobilizou a Câmara Municipal. O parlamentar afirmou que a agressão ocorreu dentro da escola, espaço que deve garantir segurança e integridade física dos estudantes.
Alikson classificou o episódio como violação grave de direitos. Ele cobrou investigação imediata, atuação do Ministério Público e reforço no acompanhamento escolar. “Uma mãe me enviou a foto de uma criança toda ensanguentada. Essa criança sofre bullying e foi agredida”, declarou.
Conselho Tutelar não atende prontamente e gera críticas
O vereador tentou acionar o Conselho Tutelar, mas não obteve atendimento imediato. Segundo ele, o órgão priorizava outra ocorrência considerada mais urgente. A situação gerou críticas na Câmara, embora o parlamentar tenha evitado generalizar o trabalho dos conselheiros.
A legislação determina prioridade absoluta à proteção de crianças. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) obriga atuação rápida e integrada da rede de proteção. A demora no atendimento pode agravar situações de violência e aumentar riscos à vítima.
Canais de denúncia fortalecem combate à violência
A população pode denunciar casos pelo Disque 100, com atendimento gratuito e sigiloso. Em situações emergenciais, deve acionar a Polícia Militar pelo 190. A Polícia Civil atende pelo 197. O Conselho Tutelar também deve receber denúncias locais.
Acione a direção imediatamente, registre boletim de ocorrência e denuncie ao Conselho Tutelar ou Disque 100.
Sim. Quando envolve agressão física ou psicológica grave, pode resultar em responsabilização com base no Código Penal.
Os responsáveis diretos pela agressão podem ser punidos, e a escola pode responder por omissão se não agir preventivamente.
