Iranianos criaram correntes humanas em diversas cidades, concentrando-se ao redor de termelétricas nesta terça-feira (7/4). A mobilização ocorre em resposta aos ataques dos Estados Unidos e ao fim do prazo estipulado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, para que o Irã reabrisse o Estreito de Ormuz.
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Teerã mantém firmeza diante das ameaças
O governo iraniano reforçou que deseja um fim definitivo para o conflito com os EUA e Israel. Em resposta a uma proposta mediada pelo Paquistão, Teerã recusou o cessar-fogo e insistiu na necessidade de um acordo permanente. A agência oficial IRNA destacou que o país não aceitará imposições externas que prejudiquem sua soberania.
Trump ameaça destruir o Irã “em uma noite”
Donald Trump afirmou em coletiva que poderia eliminar o Irã rapidamente, prometendo destruir pontes e usinas elétricas estratégicas. “Todas as pontes no Irã serão destruídas até a meia-noite EDT, e todas as usinas de energia serão queimadas, explodidas e jamais poderão ser usadas novamente”, declarou. O presidente norte-americano ignorou alertas sobre crimes de guerra e o impacto sobre os 93 milhões de habitantes do país.
Protestos refletem resistência da população
O ato de formar correntes humanas simboliza a resistência civil iraniana. O país demonstra mobilização popular para proteger suas infraestruturas e seu território, mesmo sob ameaça de ataques militares. Especialistas alertam que a tensão pode escalar rapidamente se negociações diplomáticas não forem retomadas.
Perguntas e respostas:
Trump ameaçou o Irã para forçar a reabertura do Estreito de Ormuz e pressionar o país a ceder às demandas americanas.
Iranianos formaram correntes humanas ao redor de termelétricas como forma de protesto contra a pressão militar dos EUA.
O Irã resistiu à pressão, rejeitou o cessar-fogo e afirmou que busca um fim permanente para o conflito.

