Mulher condenada por matar o filho de 2 anos viola regras judiciais e acaba presa novamente em MT; veja vídeo

A Polícia Civil prendeu, nesta quinta-feira (02), em Tangará da Serra (MT), Rosana de Oliveira Goulart, condenada a 39 anos pelo assassinato do próprio filho, de 2 anos, em 2013. Ela rompeu a tornozeleira eletrônica, violou as condições do regime aberto e provocou a regressão imediata da pena.

A Justiça autorizou a progressão após 11 anos de prisão em regime fechado, condicionando o benefício ao uso do monitoramento eletrônico. Ao romper o equipamento, a condenada descumpriu ordem judicial e perdeu o direito ao regime mais brando.

Investigação confirmou crime e revelou sequência de agressões contra a criança

O crime ocorreu em março de 2013. Familiares registraram o desaparecimento da criança, e equipes localizaram o corpo no dia seguinte em um canavial próximo à residência da família.

A própria mãe confessou o crime à Polícia Civil. Ela agrediu o filho com um pedaço de madeira e transportou o corpo por mais de dois quilômetros. A perícia constatou que a criança ainda estava viva quando foi abandonada e morreu por perda intensa de sangue.

O histórico de violência já existia. Em 2011, o padrasto denunciou agressões. Mesmo após acolhimento institucional temporário, a Justiça determinou o retorno da criança ao convívio familiar.

Decisões judiciais e falhas na rede de proteção entram no centro do debate

Uma semana antes do crime, a Justiça condenou a mãe por agressão anterior e aplicou medida em liberdade. A decisão permitiu que a criança permanecesse sob risco, o que hoje levanta questionamentos sobre critérios adotados.

A Lei de Execução Penal considera o rompimento da tornozeleira falta grave. O sistema penal prevê regressão de regime e retorno ao fechado, como ocorreu neste caso.

O que acontece quando a pessoa rompe a tornozeleira eletrônica?

O sistema penal considera falta grave. A Justiça pode determinar a regressão para regime fechado e a prisão imediata do condenado.

Qual é a pena para quem comete homicídio qualificado no Brasil?

A lei prevê penas altas, que podem chegar a mais de 30 anos de prisão, especialmente quando há agravantes como crueldade ou impossibilidade de defesa da vítima.

Como denunciar casos de violência contra crianças no Brasil?

Qualquer pessoa pode ligar para o Disque 100, procurar o Conselho Tutelar ou acionar a polícia pelos números 190 ou 197, dependendo da urgência.