VÍDEO: Eduardo Barros destaca limitações de tempo e clima após vitória do Cuiabá na 7ª rodada

O técnico Eduardo Barros comentou, após a vitória do Cuiabá sobre o Nova Mutum pela 7ª rodada do Campeonato Mato-Grossense 2026, os desafios enfrentados pela equipe em meio à reconstrução do elenco. Apesar do resultado positivo, Barros foi direto ao apontar erros coletivos, limitações de tempo para treinar e as condições climáticas como fatores que impactam o desempenho do time.

Treinar é prioridade, mas o calendário não ajuda

Segundo o treinador, a principal dificuldade para corrigir falhas está na escassez de tempo para treinos completos. “Essa equipe é nova, e para desenvolver conceitos de jogo, precisaria de repetições. Não temos isso hoje. Corrigimos muita coisa por vídeo”, afirmou. Com apenas um titular remanescente do elenco anterior, Barros reforça que a evolução dependerá da adaptação dos atletas a um modelo de jogo mais complexo.

Calor de Cuiabá pesa até mais que o adversário

Outro ponto levantado foi o desgaste físico provocado pelas altas temperaturas da capital mato-grossense. “Os jogadores saíram exaustos. Esse horário, escolhido por conta da transmissão, compromete o espetáculo”, declarou. Atletas recém-chegados de países com climas diferentes, como Coreia do Sul e Portugal, ainda buscam adaptação. O treinador vê nisso um fator que pode se tornar vantajoso nas competições nacionais, desde que haja continuidade no processo de ambientação.

Base e juventude como aposta

A entrada de jovens como Luiz Felipe e Diodato, além da rotação por necessidade e não por escolha, reforçam a ideia de um time em construção. Barros destacou que a equipe, embora competitiva, está “muito longe” do nível ideal, inclusive para o próprio Estadual. “É natural que estejamos assim. O estranho seria atropelar todo mundo com um elenco novo e orçamento mais enxuto”, concluiu.

Perguntas e respostas:

O calor pode realmente ser um aliado do Cuiabá no longo prazo?

Sim, desde que o time se adapte melhor que os adversários ao clima local.

Treinar por vídeo substitui o trabalho de campo com eficiência?

Ajuda parcialmente, mas não substitui a repetição prática necessária para evolução tática.

É possível ser competitivo com um elenco majoritariamente sub-23?

Com organização e comando, sim — mas exige mais tempo e margem para erros.