O zagueiro Natã falou com clareza e convicção durante coletiva nesta quinta-feira (30) e cravou: o Cuiabá segue vivo na briga pelo acesso, mesmo diante de uma chance matemática remota. Com quatro partidas restantes na Série B, o jogador reforçou o discurso do elenco: a missão é vencer os quatro jogos restantes e acreditar até o fim.
“Não jogamos a toalha”
Natã rejeitou qualquer ideia de desânimo. “Enquanto a matemática mostrar que existe chance, não vamos parar. São quatro finais. Queremos os 12 pontos. Vamos lutar até o último minuto”, afirmou.
Ele reconheceu que a campanha decepcionou, principalmente na reta final, mas reforçou a responsabilidade coletiva. “Não é só a defesa ou o ataque. Se um falha, o outro precisa compensar. Futebol se vence no equilíbrio”, disse.
Lesões e instabilidade: fatores que pesaram
O defensor comentou o impacto das lesões ao longo da temporada, que atrapalharam a sequência de um time que parecia entrosado. “A gente perdeu jogadores importantes em momentos decisivos. Quando começamos a ter regularidade, vieram os desfalques. Tivemos que nos adaptar rapidamente.”
Ele também compartilhou sua própria experiência com lesões e destacou que o grupo trabalha forte na prevenção, mas nem sempre é possível evitar os problemas físicos.
Críticas à defesa e desperdício de chances
Questionado sobre as críticas à zaga, especialmente após empates recentes, Natã reagiu com naturalidade: “A cobrança sempre existe quando a vitória não vem. É normal. Mas nós nos cobramos internamente. Sabemos que poderíamos estar com uma pontuação maior.”
O zagueiro ainda defendeu os companheiros de ataque, reconhecendo que o time cria, mas peca nas finalizações. “Se não fazemos gols, qualquer erro defensivo se torna fatal. E se tomamos muitos gols, o ataque não consegue sustentar. Precisamos de equilíbrio”, explicou.
Expectativa para o jogo contra o Amazonas
Sobre o próximo duelo contra o Amazonas, Natã antecipou uma partida difícil. “Eles brigam contra o rebaixamento, nós pelo acesso. Ninguém entra relaxado. Vai ser jogo de vida”, afirmou. E deixou um recado direto à torcida: “O apoio da arquibancada é crucial. Se vencermos as quatro, a chance ainda existe. Acreditar é obrigação de todos nós.”
Perguntas e respostas:
Depende do entrosamento e da eficácia nas finalizações.
Se Calebe e Safira voltarem bem, podem fazer diferença.
Muitos torcedores seguem esperançosos, mas exigem resultados imediatos.










