Em uma cidade onde os desafios sociais e ambientais muitas vezes parecem insuperáveis, surge uma esperança. Fundado em 2017, o Projeto Lunaar tem se destacado por grande solidariedade e compaixão em Cuiabá. Conversamos com Carla Fahima, a atual presidente da organização, para entender as iniciativas e os impactos do projeto na região.
Carla nos contou que o Projeto Lunaar nasceu de uma necessidade urgente observada por um grupo de amigos da UFMT, que se uniram para enfrentar a triste realidade de gatos sendo encontrados mortos no campus. “O projeto começou informalmente e foi crescendo até se formalizar em 2020. Desde então, expandimos nosso alcance para toda a baixada cuiabana, atendendo animais em situação de rua em Cuiabá e Várzea Grande”.

Compromisso com a Vida Animal
Um dos marcos da Lunaar foi o primeiro resgate durante a pandemia. “Enquanto muitas ONGs pausaram suas atividades, nós crescemos. Resgatamos animais de uma casa abandonada e nos comprometemos a cuidar deles diariamente,” lembra Carla. Atualmente, a associação conta com uma estrutura que inclui clínicas veterinárias e espaços próprios para os animais, que recebem cuidados até estarem aptos para adoção.
O Projeto Lunaar além do resgate de animais, também promovem a conscientização ambiental através da reciclagem de frascos de alumínio de desodorantes. “Temos pontos de coleta em órgãos públicos e empresas privadas, contribuindo duplamente para a causa animal e para o meio ambiente”.

Carla destaca a importância das campanhas de castração e vacinação realizadas pelo projeto, que ajudam a controlar a população de animais de rua e a prevenir doenças. “Nossas campanhas atingem escolas e comunidades, sempre enfatizando a guarda responsável e a vacinação”.
Desafios e Parcerias
Apesar do sucesso, a Lunaar enfrenta desafios significativos. “Precisamos de mais apoio do poder público para campanhas de castração e conscientização,” afirma Carla. A associação conta com parcerias, como a do Ministério Público, mas ainda busca maior envolvimento das autoridades municipais, estaduais e federais.
Sobre os planos futuros, Carla é otimista. “Nosso sonho é um dia não precisar resgatar tantos animais, que a conscientização sobre maus-tratos e guarda responsável se torne comum.
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