Vinicius Crânio (PSOL) roubou a cena no debate entre candidatos à prefeitura de Belford Roxo, Rio de Janeiro, ao criar uma música inusitada contra seu adversário, Márcio Canella (União Brasil). Durante o debate, Crânio usou a frase “Tá peidando baixinho” em forma de canção, ironizando a ausência de Canella no evento. Esse gesto, apesar de inesperado, rapidamente se espalhou pelas redes sociais, transformando o debate em um dos momentos mais comentados da corrida eleitoral de 2024.
Candidatos presentes e a música que viralizou
Crânio, conhecido por suas propostas progressistas, se destacou ao improvisar a música para criticar Canella, que não compareceu ao debate. A frase “Tá peidando baixinho” serviu como uma provocação direta à ausência de Canella, sugerindo que o candidato estaria fugindo dos debates. A performance de Crânio ganhou as redes sociais tornando-se um dos principais tópicos entre os eleitores de Belford Roxo e também de outras regiões.
Além de Crânio, outros candidatos como Matheus do Waguinho (Republicanos) e Assis Freitas (PSB) participaram do debate, aproveitando a ausência de Canella para intensificar as críticas. Matheus do Waguinho chamou Canella de covarde por não comparecer ao debate, enquanto Assis Freitas acusou o adversário de gastar quantias exorbitantes em sua campanha, mas evitar o confronto direto nas discussões políticas.
O contexto da disputa em Belford Roxo
A disputa pela prefeitura de Belford Roxo se apresenta acirrada em 2024. Márcio Canella, favorito nas pesquisas e alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, não compareceu ao debate, justificando sua ausência com a alegação de que os debates se transformaram em plataformas para ataques pessoais e disseminação de fake news. Ele prefere, segundo suas próprias declarações, focar em conversar diretamente com a população nas ruas, evitando os debates que considera prejudiciais.
Por outro lado, Vinicius Crânio encontrou na provocação musical uma maneira de ganhar destaque, conseguindo viralizar seu discurso, especialmente entre os jovens eleitores. A irreverência de Crânio se mostrou uma estratégia de comunicação eficaz, ainda que não tenha agradado a todos. Muitos questionaram se esse tipo de abordagem é adequada para um debate político.

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