A vereadora e primeira-dama de Cuiabá, Samantha Iris (PL), comentou nesta quinta-feira (29) sobre o episódio polêmico envolvendo a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva. Questionada sobre os ataques sofridos pela ministra durante audiência no Senado, Samantha evitou apontar machismo e atribuiu o ocorrido à suposta dificuldade do governo Lula em responder questionamentos.
Durante a audiência na Comissão de Serviços e Infraestrutura, senadores como Plínio Valério (PSDB-AM) e Marcos Rogério (PL-RO) fizeram declarações consideradas ofensivas. Plínio, que já havia declarado querer “enforcar” a ministra, disse que ela não merecia respeito, enquanto Marcos Rogério sugeriu que Marina deveria “se colocar no seu lugar”.
O que disse Samantha Iris?
Ao ser abordada por jornalistas, Samantha afirmou não ter acompanhado todos os detalhes, mas mencionou que “soube que aconteceu algo”. Para a vereadora, a situação estaria mais relacionada a uma fragilidade da equipe do governo federal em lidar com questionamentos.
“Tem mais a ver com a dificuldade do pessoal do Lula em responder perguntas do que com o fato de a ministra ser mulher”, disse Samantha, afastando qualquer relação com machismo ou discriminação de gênero.
Impactos no debate político e de gênero
As falas de senadores repercutiram negativamente entre setores da sociedade civil e movimentos de defesa das mulheres. A postura de Samantha, contudo, reflete o posicionamento de parte da base aliada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que frequentemente relativiza denúncias de misoginia na política.
O episódio reacende o debate sobre o tratamento dispensado às mulheres em cargos públicos de alta visibilidade, tema que ganhou força nos últimos anos, principalmente após casos de violência política de gênero.
Consequências institucionais e eleitorais
Especialistas alertam que episódios como este não apenas fragilizam o ambiente democrático, como também podem ter reflexos eleitorais, principalmente entre o eleitorado feminino. No cenário atual, a imagem do governo federal e de seus ministros torna-se ponto sensível, especialmente com o avanço de agendas de combate à desigualdade e proteção dos direitos humanos.
Perguntas e respostas
Ataques direcionados à ministra Marina Silva durante uma audiência pública.
Não. Ela atribuiu o ocorrido à dificuldade da equipe de Lula em responder perguntas.
Reacende o debate sobre violência política de gênero e pode afetar a imagem dos envolvidos.
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