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Caos em prisão: detentos tomam presídio e denunciam torturas e mortes; Veja vídeo

Uma rebelião tomou conta de prisão na Venezuela.
Mais de mil detentos assumiram controle parcial de unidade prisional.
Denúncias de tortura, doenças e maus-tratos provocaram revolta.

Cerca de 1.300 detentos do Centro de Detenção Judicial de Barinas, conhecido como Injuba, no oeste da Venezuela, iniciaram um motim dentro da unidade e assumiram parte do controle da prisão. Entre os presos envolvidos, cerca de 100 são mulheres. A revolta foi motivada por denúncias de torturas, agressões e condições consideradas desumanas dentro do presídio.

Observatório Prisional Venezuelano/Viory

Imagens divulgadas nas redes sociais mostraram dezenas de detentos no telhado da prisão queimando colchões, papelões e outros materiais. Faixas pedindo socorro também foram exibidas pelos presos durante o protesto.

Um dos detentos apareceu em vídeo mostrando aparentes ferimentos de bala pelo corpo enquanto pedidos de ajuda eram feitos aos gritos.

Presos denunciaram doenças e agressões

Durante os protestos, denúncias envolvendo tuberculose, superlotação e violência dentro da unidade acabaram sendo feitas pelos presos.

“Há companheiros que estão morrendo de tuberculose”, afirmou um dos detentos em vídeo compartilhado nas redes sociais.

Relatos de restrição de alimentos, bagagens e visitas também passaram a circular entre familiares e organizações que acompanham a situação do sistema penitenciário venezuelano.

Greve de fome foi iniciada dentro da prisão

Além da tomada parcial do presídio, uma greve de fome acabou sendo iniciada pelos detentos. A saída do ministro do Serviço Penitenciário, Julio Garcia Zerpa, e de autoridades da unidade foi exigida pelos presos.

Segundo organizações de direitos humanos, pelo menos 15 mortes de detentos foram registradas entre abril e maio em presídios venezuelanos. Superlotação, surtos de doenças e falta de assistência médica foram apontados como parte da crise no sistema prisional.

Governo ainda não comentou rebelião

Até o momento, nenhum pronunciamento oficial sobre a tomada da prisão foi divulgado pelas autoridades venezuelanas.

O Ministério Público da Venezuela informou recentemente que investigações sobre mortes sob custódia do Estado foram abertas após pressão de familiares e organizações não governamentais.