Troca de acusações eleva tensão e expõe bastidores da Câmara de Cuiabá; veja vídeo

O clima na Câmara Municipal de Cuiabá ficou mais tenso após declarações do vereador Daniel Monteiro, que acusou colegas de atuarem para proteger a gestão do prefeito Abilio Brunini. Segundo Daniel, parlamentares teriam recebido “ligações” para barrar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o secretário municipal de Trabalho, William Leite de Campos.

A fala ocorreu durante sessão no Legislativo e rapidamente repercutiu entre os vereadores, ampliando o debate interno sobre independência parlamentar e relação entre Câmara e Executivo. A proposta de CPI ainda não avançou, mas as declarações colocaram o tema no centro das discussões políticas da Casa.

Acusação aponta tentativa de barrar investigação

Durante seu pronunciamento, Daniel Monteiro afirmou que houve articulação nos bastidores para impedir o andamento da CPI. De acordo com o vereador, as supostas ligações teriam como objetivo frear a apuração envolvendo a Secretaria de Trabalho. Ele não citou nomes, mas afirmou que a movimentação teria partido de aliados da gestão municipal.

O parlamentar defendeu que a CPI serviria para esclarecer fatos e dar transparência aos atos da secretaria. A declaração reforçou o discurso de que o Legislativo precisa exercer seu papel fiscalizador, independentemente de alinhamentos políticos.

Reação imediata de vereadora da base

As acusações provocaram resposta direta da vereadora Dra. Mara. Em plenário, ela negou qualquer tipo de pressão externa e afirmou que não recebeu ligações para barrar a CPI. Dra. Mara declarou que integra a base do prefeito Abilio Brunini de forma assumida e que sua posição política não resulta de interferências.

A vereadora também criticou a postura de Daniel Monteiro, questionando sua atuação prática nos bairros de Cuiabá. Segundo ela, o debate deveria se concentrar em ações concretas para a população, e não apenas em discursos no plenário.

Debate expõe divisão entre vereadores

A troca de falas evidenciou divisões internas na Câmara. De um lado, parlamentares que defendem maior distanciamento do Executivo e insistem na abertura de investigações. Do outro, vereadores que se posicionam como base do prefeito e afirmam que decisões seguem critérios políticos e regimentais, sem interferência externa.

Apesar do embate verbal, a presidência da Casa manteve o andamento normal da sessão. O tema da CPI segue sem definição, dependendo de apoio suficiente para avançar dentro do regimento interno.

CPI ainda depende de apoio formal

Para que uma CPI seja instaurada, é necessário número mínimo de assinaturas e aprovação conforme as regras da Câmara. Até o momento, não houve confirmação de que o requerimento tenha alcançado esse apoio. A discussão permanece no campo político, sem encaminhamento formal anunciado.

O episódio reforça o ambiente de atenção nos bastidores do Legislativo municipal, especialmente em um período de maior exposição pública das divergências entre vereadores.

Perguntas frequentes:

O que Daniel Monteiro afirmou em plenário?
Ele disse que vereadores receberam ligações para barrar uma CPI contra o secretário de Trabalho.

Quem respondeu às acusações?
A vereadora Dra. Mara negou pressão e afirmou fazer parte da base do prefeito.

A CPI já foi instaurada?
Não. A proposta ainda depende de apoio formal e trâmites internos da Câmara.