A World Athletics confirmou que Thiago Braz, campeão olímpico do salto com vara, está oficialmente suspenso por 16 meses, o que o impede de participar das Olimpíadas de Paris 2024. A Unidade de Integridade do Atletismo (AIU) determinou que o atleta brasileiro violou as Regras Antidoping ao testar positivo para ostarina, uma substância usada para aumento de massa muscular, em um exame realizado em 2 de julho do ano passado.
Detalhes da suspensão
Thiago Braz, portanto, ficará fora das competições até 27 de novembro deste ano, três meses após o término dos Jogos Olímpicos de Paris. Marcelo Franklin, advogado do atleta, entrou com um recurso na Corte Arbitral do Esporte, argumentando que a suspensão de 16 meses é desproporcional. “A decisão foi boa, porque queriam quatro anos e conseguimos reduzir para 16 meses. Estabelecemos que Thiago não teve culpa e foi vítima de contaminação cruzada”, explicou Franklin.
Recurso
A AIU considerou Thiago “imprudente” e com “intenção indireta”, mas o Tribunal Disciplinar decidiu que não houve “falha ou negligência significativa”. A defesa de Thiago, portanto, sustenta que ele sofreu contaminação de suplementos e que a suspensão deveria ser ainda menor. “Compreendendo que os 16 meses ainda são desproporcionais ao baixíssimo nível de responsabilidade do atleta, apelamos na Corte Arbitral na Suíça e estamos confiantes em excluir a sanção ou reduzir ainda mais o período de inelegibilidade”, afirmou Franklin.
Carreira de Thiago Braz
Thiago Braz, aos 30 anos, se destaca como um dos principais nomes do salto com vara no mundo. Além do ouro olímpico na Rio 2016, ele conquistou uma medalha de bronze nas Olimpíadas de Tóquio 2020 e uma prata no Mundial de Atletismo Indoor de Belgrado 2022. A suspensão por doping, entretanto, representa um golpe duro em sua carreira, mas a defesa mantém o otimismo quanto à redução da pena.
Via – ge