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Talibã proíbe mulheres de falarem e mostrarem o rosto em público no Afeganistão

O regime Talibã no Afeganistão deu mais um passo em sua campanha de repressão aos direitos das mulheres, impondo novas e severas restrições que proíbem as mulheres de falar em público e as obrigam a esconder completamente seus rostos. Com essas medidas, o Talibã busca reforçar seu controle autoritário, utilizando a justificativa de “promover a virtude e prevenir o vício” para impor suas regras.

Repressão sistemática e silenciamento das mulheres

Desde que reassumiu o controle do Afeganistão em 2021, o Talibã vem implementando medidas cada vez mais draconianas que limitam a liberdade das mulheres. A nova lei, anunciada em agosto de 2024, obriga as mulheres a cobrir completamente seus corpos e rostos e as impede de se expressarem em público, seja através de discursos, canto ou mesmo de simples conversas. O Talibã argumenta que a voz de uma mulher deve ser restrita ao ambiente doméstico, afirmando que sua presença em espaços públicos poderia “causar tentação” e desviar os homens do caminho da virtude.

As novas regras não apenas silenciam as mulheres, mas também as confinam ainda mais em seus lares. Para saírem de casa, elas precisam estar acompanhadas por um Mahram, um parente do sexo masculino. Essa restrição de movimento reforça o isolamento das mulheres afegãs, que já enfrentam uma série de proibições impostas pelo regime.

Impacto generalizado e reações internacionais

Essas novas restrições afetam de forma significativa a vida das mulheres afegãs. Além do silenciamento, elas enfrentam um estado de vigilância constante, onde qualquer infração pode resultar em punições severas. A comunidade internacional, incluindo a ONU, condenou veementemente essas ações do Talibã, descrevendo-as como uma das formas mais brutais de apartheid de gênero já registradas. Um relatório da ONU afirmou que essas medidas criam um clima de medo e intimidação, principalmente entre as mulheres e meninas afegãs.

Assim, apesar das críticas internacionais, o Talibã continua aplicando suas políticas com rigor, sem dar sinais de que irá moderar sua postura. Recentemente, o regime conseguiu estabelecer laços diplomáticos com alguns países, como a China e os Emirados Árabes Unidos, o que pode fornecer uma certa legitimidade internacional ao Talibã, mesmo em meio às graves violações dos direitos humanos.