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Show de MC Daniel Revela Conexão Criminosa entre DJ Everton Detona e facção em Cuiabá; veja vídeo

Com a deflagração da Operação Ragnatela nesta quarta-feira (05), houve a prisão de oito indivíduos e o cumprimento de 36 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso e no Rio de Janeiro. A ação visou desarticular membros do Comando Vermelho, que utilizavam casas noturnas em Cuiabá para lavar dinheiro proveniente de atividades ilícitas.

O vereador Paulo Henrique (MDB) foi um dos alvos da operação. O parlamentar teve o celular e um veículo Jeep Compass apreendidos. Segundo as investigações, Paulo Henrique facilitava a obtenção de licenças por meio de fiscais municipais, beneficiando a facção criminosa em troca de vantagens financeiras. A justiça decretou a prisão preventiva de um dos assessores, e afastou um policial penal e um fiscal da prefeitura do cargo.

DJ Everton Detona e Empresário ‘Gordão’ Envolvidos no Esquema

Entre os alvos da operação está o DJ Everton Detona, que teve seu veículo BMW apreendido. Outro alvo é o empresário William Aparecido da Costa Pereira, conhecido como “Gordão”, proprietário do Dallas Bar e Strick Pub. As equipes também cumpriram nove sequestros de bens e imóveis e 13 apreensões de veículos.

A investigação revelou que a facção criminosa comprou uma casa noturna em Cuiabá por R$ 800 mil em espécie. Além disso, as autoridades suspenderam as atividades de quatro casas de shows e bloquearam as contas dos alvos. Os criminosos contavam com o apoio de agentes públicos que fiscalizavam os locais e expediam licenças sem a documentação necessária. A facção proibia a contratação de artistas de estados onde a facção rival PCC atuava, como São Paulo.

MC Daniel no Centro da Polêmica

A operação destacou-se quando o público interrompeu o show do cantor MC Daniel devido à sua origem paulista. A facção puniu o integrante que promoveu o show e o impediu de produzir eventos por dois anos. A ação conjunta da FICCO, com a Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Rodoviária Federal, demonstrou a eficácia da integração das forças de segurança no combate ao crime organizado.

A Câmara de Cuiabá ainda não se manifestou. Sobre o afastamento do servidor da prefeitura, a Secretaria Municipal de Ordem Pública declarou que atuará conforme a legislação vigente e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.

A operação revela a complexidade dos métodos de lavagem de dinheiro das facções e destaca a necessidade de ações coordenadas para combater o crime organizado em Mato Grosso e outras regiões do Brasil.