O senador paulista Alexandre Giordano (MDB) usou R$ 145,4 mil da cota parlamentar do Senado em combustíveis nos últimos 12 meses, abastecendo quase 25 mil litros de gasolina em postos de São Paulo. Esse volume de combustível equivale a cinco voltas na Terra ou a 45 travessias do Brasil do Oiapoque ao Chuí.
Considerando o preço médio do litro de gasolina em R$ 5,87, conforme registrado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) na segunda semana de maio, e um consumo médio de 10 km por litro, os gastos distribuíram-se entre 21 postos de gasolina. Os principais valores foram R$ 69 mil no Auto Posto Mirante e R$ 66 mil no Auto Posto Irmãos Miguel.
Sendo assim, a Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou explicações ao Supremo Tribunal Federal (STF) sobre esses gastos. Giordano explicou que as despesas estavam relacionadas às suas atividades parlamentares e acumulavam-se ao longo de períodos de 15 dias. A PGR considerou os gastos dentro dos limites mensais permitidos e recomendou o arquivamento do caso, decisão confirmada pela ministra Cármen Lúcia do STF em março.
Giordano, que assumiu o mandato no Senado em 31 de março de 2021, após a morte do senador Major Olimpio, afirmou que as despesas são essenciais para suas atividades parlamentares e ocorreram em postos estratégicos por razões logísticas. Entretanto, o caso levanta questões sobre a transparência e a responsabilidade no uso de verbas públicas, destacando a importância de uma fiscalização rigorosa e de critérios claros para o uso de recursos parlamentares.
Via – metrópoles







