Salvador voltou a registrar um caso de raiva em cães após duas décadas sem ocorrências. A doença atingiu um filhote de três meses que vivia na rua até ser adotado sem vacinação prévia. Poucos dias depois da adoção, o animal apresentou sinais neurológicos e morreu mesmo com atendimento imediato. Exames laboratoriais identificaram a presença do vírus e encerraram qualquer dúvida sobre a causa da morte. Assim, o episódio quebrou uma longa estabilidade epidemiológica e mobilizou as equipes de vigilância.
Prefeitura intensifica vacinação e monitoramento na região afetada
Logo após a confirmação, a Secretaria Municipal de Saúde reforçou a vacinação e ampliou o monitoramento no ponto onde o filhote vivia antes da adoção. As equipes visitaram domicílios, orientaram moradores e avaliaram animais que circulam pela região. Além disso, os agentes aplicaram doses de reforço e recolheram informações que possam indicar contato recente com morcegos. Dessa maneira, o município adotou medidas rápidas para impedir que a doença avance e cause novas ocorrências.
País mantém controle, mas especialistas alertam para prevenção contínua
Mesmo com o caso em Salvador, o Brasil mantém controle sólido da raiva transmitida por cães. O Ministério da Saúde registrou o último caso humano associado a cães em 2015, em Mato Grosso do Sul. Entretanto, especialistas reforçam a importância da prevenção porque o vírus continua circulando em morcegos e, eventualmente, alcança cães e gatos sem vacinação. Somente neste ano, equipes médicas diagnosticaram 17 animais com a doença, sendo 11 cães e 6 gatos. O filhote que morreu não recebeu a vacina porque a recomendação oficial impede a imunização antes dos três meses de idade. Por isso, o caso reforça a necessidade de manter vacinação anual e atenção redobrada.







