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R$ 2,1 bilhões bloqueados: Deolane Bezerra é presa em operação contra lavagem de dinheiro e jogos ilegais

A Polícia Civil de Pernambuco prendeu a advogada e influenciadora digital Deolane Bezerra, na manhã de 4 de setembro de 2024, como parte da Operação Integration. A operação visava desmantelar uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e jogos ilegais. Deolane foi detida em sua residência, localizada no bairro de Boa Viagem, no Recife, e levada ao Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri), na Zona Oeste da cidade.

Operação Integration desarticula esquema milionário

A Operação Integration, iniciada em abril de 2023, mobilizou 170 policiais e resultou na emissão de 19 mandados de prisão e 24 de busca e apreensão. As autoridades realizaram buscas em cidades como Recife, Curitiba, Campina Grande, Cascavel e Barueri. Além de prender Deolane, a operação apreendeu carros de luxo, imóveis, aeronaves e embarcações. Assim, a polícia também bloqueou R$ 2,1 bilhões em ativos financeiros, todos relacionados ao esquema criminoso.

Os investigadores detectaram que a organização utilizava atividades ilegais, como jogos de azar, para movimentar grandes quantias de dinheiro. As operações financeiras irregulares ocorriam em várias regiões do país. Deolane Bezerra teve seu passaporte apreendido, e as autoridades suspenderam seu porte de arma de fogo. Por isso, esses desdobramentos aumentam as suspeitas sobre a profundidade de sua participação nas atividades ilícitas.

Ação coordenada e abrangente durante a prisão de Deolane Bezerra

A Polícia Civil de Pernambuco coordenou a Operação Integration com apoio das polícias civis de São Paulo, Paraíba, Paraná e Goiás. A prisão de Deolane ocorreu simultaneamente com a execução de mandados em outras cidades, ampliando o alcance da ação policial. Então, em Recife, os agentes realizaram buscas em um prédio de luxo, onde detiveram a influenciadora.

Histórico de investigações

Deolane já havia enfrentado investigações anteriores. Em uma dessas ocasiões, a Polícia Civil do Rio de Janeiro abriu um inquérito para apurar sua possível ligação com o tráfico de drogas no Complexo da Maré. Esse histórico coloca ainda mais pressão sobre sua defesa no caso atual, já que as evidências apreendidas, como bens de luxo e grandes somas em dinheiro, complicam sua situação.