A Polícia Militar prendeu em flagrante, na noite desta quarta-feira (18), um professor da rede infantil e personal trainer, identificado pelas iniciais G.C., por importunação sexual contra a ex-namorada, em Sinop (478 km de Cuiabá). O suspeito perseguiu a vítima após o fim do relacionamento e protagonizou a abordagem violenta dentro de uma academia.
Perseguição terminou em violência
O suspeito não aceitou o término e passou a perseguir a mulher de forma insistente. A vítima relatou às autoridades que ele fez ameaças constantes e praticou atos de intimidação ao longo das últimas semanas.
Na noite do crime, o homem foi até a academia onde ela treinava. Ele abordou a ex-namorada de forma agressiva, segurou a vítima à força e tentou colocá-la dentro de um veículo contra a vontade dela.
Testemunhas impediram ação
Clientes e funcionários da academia presenciaram a cena e intervieram imediatamente. As testemunhas acionaram a Polícia Militar, que chegou ao local e realizou a prisão em flagrante.
Os policiais conduziram o suspeito até a delegacia de Sinop, onde a autoridade policial registrou o caso como importunação sexual.
Polícia Civil apura histórico do caso
A Polícia Civil abriu investigação para apurar todos os detalhes, principalmente o histórico de perseguição e ameaças. Os investigadores devem ouvir testemunhas e reunir provas para definir possíveis agravantes.
A vítima deve receber acompanhamento e pode solicitar medidas protetivas com base na Lei Maria da Penha. Entre elas estão:
- proibição de aproximação
- impedimento de contato
- proteção policial
Importunação sexual pode ter agravantes
A legislação brasileira define importunação sexual como a prática de ato libidinoso sem consentimento, com pena de 1 a 5 anos de prisão.
No entanto, a tentativa de forçar a vítima a entrar em um veículo e o uso de violência podem levar a um enquadramento mais grave, conforme a conclusão da investigação.
É praticar ato de natureza sexual sem consentimento, com pena de 1 a 5 anos de prisão.
Sim. A perseguição pode configurar stalking, previsto em lei, com punição que inclui prisão.
Registrar ocorrência, pedir medida protetiva e buscar ajuda imediata pelos canais oficiais, como o 180.

