A investigação sobre o desabamento de um prédio de 12 andares na Penha, zona leste de São Paulo, avançou neste domingo (13) com a prisão temporária de um dos sócios-proprietários da construtora New Home. A empresa respondia pela obra que desabou sobre uma residência durante a madrugada de sábado (12). Seis pessoas morreram, entre elas uma mulher grávida, enquanto os bombeiros resgataram outras duas vítimas com vida. A Polícia Civil também tenta localizar outros dois representantes da construtora que são alvos de mandados de prisão.
Investigadores avançam sobre documentos da construção
Após a prisão, os policiais levaram o empresário ao 24º Distrito Policial, na Ponte Rasa. Ele permanece à disposição da Justiça enquanto a investigação avança. A Polícia Civil pretende examinar documentos ligados à New Home, além de alvarás, permissões e outros registros relacionados à construção. Os investigadores querem descobrir quais circunstâncias provocaram o desabamento e se eventuais irregularidades contribuíram para a tragédia. A delegada Deidiene Fialho Costa Éboli conduz o inquérito e também busca esclarecer se alguma medida poderia ter evitado o colapso da estrutura.
Histórico da obra entra no centro da investigação
A Prefeitura de São Paulo já havia adotado medidas contra a construção antes do desabamento. Em 2019, o município autuou e interditou a obra porque ela não possuía alvará. Em 2021, a administração municipal recorreu à Justiça para impedir a continuidade da construção. Posteriormente, outro processo determinou que uma nova edificação dependeria da demolição integral da estrutura anterior. Apesar disso, um documento assinado em fevereiro de 2024 declarou que a demolição havia ocorrido “em sua integralidade”. Após a tragédia, autoridades municipais passaram a investigar as circunstâncias envolvendo esse registro.
Prefeitura apura atuação de servidora
A Controladoria-Geral do Município abriu uma investigação interna para esclarecer como a Prefeitura registrou a demolição como concluída. Segundo o procurador-geral do município, Daniel Falcão, a estrutura não havia sido demolida. A Prefeitura também anunciou o afastamento, por pelo menos 30 dias, da servidora responsável pelo documento enquanto os órgãos municipais analisam o caso. O prédio desabou por volta das 2h de sábado, na Rua Tequici. Os bombeiros resgataram oito pessoas dos escombros, duas delas com vida. Até este domingo, as autoridades contabilizavam seis mortes e ainda procuravam uma criança de sete anos. Paralelamente às buscas, a Polícia Civil continua atrás dos outros dois representantes da construtora com mandados de prisão.
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