A Polícia Civil prendeu uma mulher de 27 anos em Matupá (MT) por permitir que o companheiro, um homem de 64 anos, abusasse sexualmente dos próprios filhos. A equipe localizou o casal, considerado foragido da Justiça, nesta sexta-feira (20), durante operação no bairro Cidade Alta.
As investigações apontaram que a Justiça expediu mandados de prisão preventiva após denúncias de estupro de vulnerável e maus-tratos. Os policiais seguiram as diligências até a residência onde os suspeitos se escondiam.
Durante a abordagem, o homem tentou impedir a entrada da equipe em um dos cômodos, mas os agentes o contiveram. Em seguida, a polícia conduziu os dois para os procedimentos legais e os manteve à disposição da Justiça.
Investigação, atuação policial e proteção às vítimas
O delegado Henrique Madureira Espíndola de Barros afirmou que a operação reforça o combate direto a crimes contra crianças e adolescentes em Mato Grosso. A Polícia Civil destacou que a população contribuiu com denúncias decisivas para localizar os suspeitos.
Os órgãos competentes assumiram o acompanhamento das vítimas e garantiram assistência social e psicológica especializada. As equipes priorizam a proteção integral, conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A atuação integrada entre polícia e rede de proteção interrompe ciclos de violência e fortalece a responsabilização dos envolvidos. As autoridades continuam a investigação para identificar outros possíveis desdobramentos.
Leis penais, canais de denúncia e combate à violência
O Código Penal Brasileiro tipifica o estupro de vulnerável no artigo 217-A e prevê pena de até 15 anos de reclusão, com possibilidade de agravantes. A legislação também pune os maus-tratos no artigo 136, principalmente quando envolvem menores.
As autoridades orientam a população a denunciar qualquer suspeita de violência contra crianças. O cidadão pode acionar o Disque 100, a Polícia Militar pelo 190 ou procurar delegacias em todo o estado.
É um crime previsto no Código Penal que envolve atos contra menores de 14 anos ou pessoas sem capacidade de consentimento.
A lei prevê penas que podem chegar a até 15 anos de prisão, podendo aumentar em casos agravantes.
Qualquer pessoa pode denunciar pelo Disque 100, pela polícia (190) ou em delegacias especializadas.

