O caso que terminou com a morte de Inácio Terpilowazki Neto, na noite de quinta-feira (20), em Várzea Grande, reacende discussões sobre conflitos por cobranças de Pix e as consequências trágicas de brigas que começam de forma aparentemente simples. O comerciante Francisco Teixeira da Silva, de 52 anos, réu confesso, afirmou que agiu em legítima defesa durante a confusão dentro do bar que administra. A polícia, porém, ainda investiga se o relato corresponde à dinâmica real do crime.
Conflito por Pix vira discussão violenta
A briga teve início quando Inácio e mais três pessoas foram ao bar cobrar a devolução de uma transferência feita por engano. O valor, segundo versões apresentadas à polícia, variou entre R$ 900 e R$ 950. Francisco declarou que devolveu parte do dinheiro e entregou até uma caixa de cerveja para tentar resolver o impasse. Ele disse que não conseguiu devolver tudo porque sua conta estava negativa e parte da quantia havia sido debitada automaticamente. A discussão aumentou quando ele explicou que não tinha como repassar o valor integral.
Relatos de agressões e tentativa de defesa
Francisco afirmou que as agressões começaram logo após sua justificativa. Ele relatou ter sido atingido por chutes e murros, inclusive por uma das mulheres que acompanhava Inácio. O comerciante disse que tentou se proteger enquanto sangrava e alegou estar com a visão comprometida devido aos golpes. Ele contou que pegou a faca usada para cortar carne dos espetinhos e agiu para se defender quando viu Inácio se aproximar novamente.
Investigação coloca versão do suspeito em dúvida
O delegado Rogério Gomes Rocha explicou que o depoimento do suspeito, embora detalhado, ainda não comprova a versão de legítima defesa. A polícia analisa imagens, ouve testemunhas e tenta esclarecer por que a situação chegou a um nível tão extremo. Inácio foi socorrido ainda com vida, mas não resistiu ao ferimento profundo na barriga e morreu no Pronto-Socorro Municipal.
A investigação segue em andamento, e a polícia trabalha para determinar se houve excesso, motivação diversa ou se a dinâmica relatada pelo suspeito corresponde à realidade dos fatos.
Perguntas frequentes:
A discussão começou após uma transferência via Pix enviada por engano para o comerciante.
Não. Ele afirmou ter devolvido parte do dinheiro e uma caixa de cerveja.
Ainda não. A investigação continua para esclarecer a dinâmica completa do caso.
