O advogado Diogo Pécora confirmou que negociou votos com clubes do interior para conquistar a presidência da Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) no quadriênio 2026–2029. Ele fez a revelação em entrevista à Rádio Capital FM, nesta quinta-feira (4), e mencionou nominalmente o Santa Cruz, de Barra do Bugres, como um dos clubes que participaram da barganha.
Pécora usou promessas de apoio institucional para garantir votos
Pécora explicou que dirigentes de cidades pequenas, como Ciro, do Santa Cruz, enfrentam limitações estruturais, como falta de iluminação nos estádios, o que impede jogos noturnos. Segundo ele, os clubes hesitam em cobrar prefeitos e vereadores por receio de perder apoio local. Para garantir votos, Pécora se comprometeu a usar a FMF como interlocutora direta junto ao poder público.
“A federação tem que comprar essa briga pelos clubes”, afirmou, ao descrever como consolidou sua base eleitoral.
Nova Mutum pediu ajuda à FMF, mesmo sem apoiar Pécora
Pécora também revelou que o Nova Mutum Esporte Clube, mesmo sem apoiá-lo na eleição, pediu intervenção da FMF para resolver problemas no gramado do estádio municipal. Ele assegurou que atuará em favor de todos os filiados, independentemente de posição política.
Presidente admite que não visitou todas as cidades durante a campanha
Pécora reconheceu que não visitou o estádio Cerradão, em Lucas do Rio Verde, onde as obras de reforma continuam paralisadas. Ele atribuiu a falta de diagnóstico completo à curta duração da campanha, que durou apenas 15 dias, e à dimensão geográfica do estado.
Perguntas e respostas:
Sim. Ele usou compromissos com clubes do interior para garantir apoio político.
Santa Cruz, de Barra do Bugres, e Nova Mutum Esporte Clube.
Sim. Ele afirmou que ajudará todos os clubes, mesmo os que não o apoiaram.
