O afastamento de Celso Bellini, conselheiro vitalício do Palmeiras acusado de assédio sexual contra menores de idade, expôs um momento delicado vivido pelo clube. Nesta segunda-feira (2/6), os conselheiros do Palmeiras votaram e aprovaram a medida com 186 votos favoráveis e apenas nove contrários, em uma sessão que evidenciou como a denúncia afetou diretamente a imagem institucional da equipe.
🚨 O conselheiro vitalício Celso Bellini foi afastado do Palmeiras por 1 ano após denúncia de assédio a menores no clube.
— Futebol Brasil (@FutebolBrasil__) June 3, 2025
Mesmo com o MP arquivando o inquérito, a sindicância do clube apontou infração grave ao Estatuto.
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Denúncia e arquivamento: o que aconteceu
Em setembro de 2024, testemunhas acusaram Bellini de assediar cinco meninas e dois meninos dentro de um elevador na sede social do Palmeiras, afirmando que ele dirigiu comentários inapropriados às garotas, sugerindo “uma brincadeirinha”. Mesmo com a seriedade da acusação, o Ministério Público decidiu arquivar o inquérito no início de 2025, ao concluir que, embora tenha reconhecido a conduta como inadequada, a ausência de contato físico impediu a configuração de crime contra a dignidade sexual, conforme prevê a legislação vigente.
Decisão interna: estatuto como base para o afastamento
Embora a Justiça tenha arquivado o caso, a diretoria do Palmeiras agiu de forma firme e reconheceu o impacto negativo da situação na reputação do clube. O Conselho Deliberativo, amparado pelo artigo 33, inciso V do Estatuto, que prevê sanções para condutas que atentem contra o decoro e a moral, votou pelo afastamento de Bellini. No fim de 2024, a presidente Leila Pereira já havia determinado a suspensão de Bellini por 90 dias e instaurado uma sindicância interna, que reforçou a necessidade de adotar medidas disciplinares mais rigorosas.
Consequências e reflexões para o futuro
O afastamento de Bellini reforça uma postura mais firme do Palmeiras contra comportamentos inaceitáveis, independentemente de decisões judiciais. O episódio abre um debate importante sobre ética, imagem institucional e responsabilidade no esporte, um espaço que precisa ser seguro e respeitoso para todos.
Perguntas e respostas:
Sim, dependendo da gravidade da infração e das regras estatutárias.
Não, clubes podem aplicar sanções administrativas baseadas em seus próprios códigos de conduta.
Sim, clubes como Santos e Vasco também já afastaram dirigentes por questões éticas.
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