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Pai é preso após bater no filho de 8 anos em escola de Juruena; veja vídeo

Na última segunda-feira (19 de agosto), a polícia prendeu E.I.M., de 56 anos, no município de Juruena, a 895 km de Cuiabá. O homem agrediu seu filho de 8 anos dentro da escola estadual local. Ele puxou o menino pelos cabelos, alegando que a criança não alimentou os animais antes de ir à escola. Os funcionários da instituição rapidamente notaram os hematomas nas costas do menino e imediatamente acionaram o Conselho Tutelar.

Conselho Tutelar age rapidamente e confirma agressões

Logo após receber a denúncia, as conselheiras tutelares foram à escola e confirmaram a presença dos hematomas. Preocupadas com o estado da criança, elas seguiram até a casa da família para apurar mais informações. No entanto, o pai reagiu de forma agressiva e hostil, tentando justificar as agressões com motivos pessoais. Ele ainda pediu que as conselheiras não se intrometessem na situação familiar.

Diretor suspeita de agressões anteriores

O diretor da escola relatou que o menino pode ter sofrido outras agressões. Ele destacou que, em ocasiões anteriores, a criança já havia demonstrado sinais de sofrimento. Esse relato levanta a possibilidade de que o menor esteja sendo agredido de forma recorrente, o que intensifica a gravidade da situação.

Polícia prende o agressor em flagrante

Diante dos fatos, a polícia foi chamada e prendeu E.I.M. em flagrante. O caso gerou uma grande repercussão em Juruena, reacendendo o debate sobre o abuso infantil e a necessidade urgente de denunciar a violência doméstica.

A ação rápida do Conselho Tutelar e da polícia garantiu que o agressor fosse detido, evitando mais danos ao menino. No entanto, é crucial que a sociedade como um todo se mobilize para prevenir e combater a violência doméstica.

Violência infantil: um problema que afeta todo o país

A violência contra crianças no Brasil continua em níveis alarmantes. De acordo com dados do Disque 100, mais de 80 mil casos de maus-tratos a menores foram registrados em 2022. Grande parte dessas agressões acontece dentro do próprio lar, o que torna ainda mais difícil a denúncia e a intervenção imediata. Nesse cenário, a escola e o Conselho Tutelar desempenham um papel essencial na identificação e proteção dessas crianças em situação de risco.