O exército de Israel anunciou neste domingo (31) a captura da fortaleza medieval de Beaufort, no sul do Líbano. Após assumir o controle do local, militares israelenses instalaram a bandeira do país na estrutura, considerada estratégica para as operações na região. Segundo o governo israelense, a ação representa uma nova etapa da ofensiva terrestre contra o Hezbollah, grupo aliado do Irã.
Fortaleza tem importância militar
De acordo com autoridades israelenses, a fortaleza de Beaufort possui posição estratégica para a defesa dos assentamentos da Galileia, no norte de Israel. Além disso, o local abre caminho para um possível avanço em direção à região de Nabatieh. Por esse motivo, a área é considerada um ponto importante dentro da atual operação militar. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmou que os militares retornaram ao topo da fortaleza 44 anos após a Batalha de Beaufort, ocorrida durante a Primeira Guerra do Líbano, em 1982.
Israel amplia ações no sul do Líbano
Neste domingo, Israel também ordenou a evacuação de uma ampla área localizada entre a fronteira israelense e o rio Zahrani, cerca de 40 quilômetros ao norte. Além disso, as forças israelenses utilizaram Beaufort como base militar durante a ocupação do sul do Líbano, encerrada no ano 2000. Enquanto isso, Katz declarou que o objetivo da ofensiva é enfraquecer o Hezbollah e reforçar a segurança dos moradores do norte de Israel.
Conflito segue provocando vítimas
No sábado (30), o primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, acusou Israel de adotar uma “política de terra arrasada” no país. Apesar das críticas, Salam defendeu a continuidade das negociações diretas iniciadas em abril para tentar resolver o conflito. Segundo autoridades libanesas, a guerra já causou mais de 3.371 mortes e deslocou mais de um milhão de pessoas desde 2 de março. Além disso, o exército israelense informou que um ataque de drone atribuído ao Hezbollah matou um soldado no sábado, elevando para 25 o número de israelenses mortos no território libanês.


