A Justiça do Distrito Federal condenou o Governo do DF a pagar R$ 20 mil a uma mulher que perdeu parte do dedo indicador ao sentar-se em uma cadeira quebrada no Hospital Maternidade de Brazlândia. O acidente aconteceu em dezembro de 2019, enquanto ela acompanhava a filha.
Cadeira quebrada provoca amputação
A vítima relatou que a cadeira cedeu de repente, prendendo seu dedo indicador. Ela passou por cirurgia e ficou afastada do trabalho por 40 dias. O episódio deixou sequelas físicas e emocionais. A mulher afirmou que o hospital mantinha mobiliário em mau estado e pediu que o governo fosse responsabilizado.
Governo tenta transferir culpa
O Distrito Federal alegou que a cadeira não apresentava defeitos e que a vítima teria usado o móvel de forma inadequada. A primeira decisão da Justiça aceitou essa alegação e negou o pedido de indenização. A mulher, no entanto, recorreu.
Provas confirmam precariedade
No julgamento do recurso, o colegiado analisou fotos e vídeos do processo, constatando sinais evidentes de desgaste e fragilidade da cadeira. O laudo do Instituto Médico Legal mostrou a deformidade permanente no dedo. Para os desembargadores, essas evidências comprovaram falha na manutenção e responsabilidade do governo.
Justiça reconhece falha e condena
Com base nas provas, a Justiça concluiu que o DF falhou na prestação do serviço e determinou o pagamento de R$ 20 mil por danos morais e estéticos. A decisão foi unânime e reforçou a obrigação do poder público de manter estruturas seguras para os pacientes.
Perguntas e Respostas
A vítima perdeu o dedo por que motivo?
Ela perdeu parte do dedo indicador porque a cadeira em que se sentou quebrou.
O governo tentou se isentar de responsabilidade?
Sim, alegando que a cadeira não tinha defeitos e que a vítima usou o móvel de forma inadequada.
Qual foi o valor da indenização?
A Justiça determinou que o DF pague R$ 20 mil por danos morais e estéticos.
