O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Rogério Gallo, detalhou os impactos da nova reforma tributária e explicou como o estado se prepara para as mudanças no sistema de arrecadação. Durante participação em evento, ele destacou que o novo modelo já começa a sair do papel e entra na fase de construção prática.
Segundo ele, o processo envolve o comitê gestor nacional, que reúne estados e municípios no mesmo ambiente para administrar o novo tributo. Gallo explicou: “Posso apresentar o que está disponível já e que está sendo construído em relação à reforma tributária, pelo comitê gestor”. A mudança principal envolve a criação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que substituirá tributos atuais e alterará a forma de arrecadação no país.
Novo imposto substitui ICMS e ISS no país
O secretário explicou que o IBS vai substituir o ICMS, cobrado pelos estados, e o ISS, cobrado pelos municípios. Essa mudança altera diretamente a estrutura tributária brasileira.
Ele destacou: “Já foi aprovada a lei pelo Congresso Nacional, sancionada, estados e municípios no mesmo ambiente para fazer a gestão desse novo tributo que foi criado, que é o Imposto sobre Bens e Serviços”. A proposta busca unificar tributos e simplificar o sistema. Com isso, o governo pretende reduzir a complexidade para empresas e profissionais da área contábil.
Sistemas operacionais entram no centro da mudança
Gallo afirmou que o foco atual está na construção dos sistemas que vão operacionalizar a reforma. Ele destacou que o objetivo é facilitar a rotina do contribuinte. “Reforma tributária na prática é mostrar como vai ser a vida do contribuinte, do contador, como esses sistemas estão sendo construídos”, explicou.
Segundo ele, a lógica da reforma busca simplificar processos e tornar o país mais competitivo. Essa diretriz precisa estar refletida diretamente nos sistemas utilizados. A mudança exige adaptação tanto de empresas quanto de profissionais que lidam com a apuração de impostos.
Municípios demonstram preocupação com arrecadação
O secretário reconheceu que existe preocupação entre municípios sobre possíveis perdas financeiras. Ele afirmou que a divisão de receitas muda com o novo modelo. “Sim, para os municípios há essa preocupação”, disse.
Gallo também destacou que Mato Grosso pode ser impactado por ser um estado produtor. Nesse modelo, a arrecadação tende a sofrer alterações. “A gente perde com a reforma tributária por ser um Estado produtor. Consequentemente, os municípios perdem também”, afirmou.
Debate busca preparar gestores e contribuintes
O evento teve como foco apresentar os sistemas operacionais e discutir os efeitos da reforma na prática. A intenção é preparar gestores públicos, empresários e profissionais da área.
Gallo reforçou que o momento exige entendimento técnico e planejamento. As mudanças devem alterar a forma como impostos são calculados e distribuídos. O debate também busca antecipar desafios e orientar adaptações necessárias para o novo cenário tributário.
Perguntas e respostas
É o Imposto sobre Bens e Serviços que vai substituir ICMS e ISS.
Sim. O estado pode perder arrecadação por ser produtor.
Porque a divisão da arrecadação muda com o novo sistema.

