Nesta terça-feira, aproximadamente 100 motoristas de aplicativo tomaram uma medida drástica ao fechar a Avenida da Prainha, no centro de Cuiabá, como forma de protesto pela morte de três colegas de trabalho. Os motoristas, profundamente revoltados com os recentes assassinatos, demandam justiça e buscam chamar atenção para a crescente insegurança no setor.
O Estopim do Protesto
Elizeu Rosa Coelho (58 anos), Nilson Nogueira (42 anos) e Márcio Rogério Carneiro (34 anos) foram recentemente sequestrados e mortos por um trio de jovens, dois dos quais menores de idade. A descoberta dos corpos ocorreu entre ontem e esta manhã, ampliando o temor entre os motoristas de aplicativos.
Consequentemente, os assassinos, que incluem Lucas Ferreira da Silva (20 anos), confessaram que planejavam continuar seus crimes diariamente para roubar e por prazer em matar. Além disso, conforme relatou o delegado Nilson Farias, a intenção era persistir nessa conduta diariamente.
Manifestação e Impacto
Durante o protesto, frases como “Travou, o bagulho aqui é sério” e “Era um por dia, na safadeza mesmo” ecoavam, e simultaneamente, um motorista chegou ao ponto de deitar-se no asfalto quente para bloquear completamente a via. Por fim, este ato simbólico reflete a gravidade da situação e o desespero dos motoristas por medidas efetivas que garantam sua segurança.
Reações e Declarações
Solange Menacho, presidente do sindicato da categoria e sequestrada seis meses atrás, expressou a revolta comum entre os motoristas: “Isso é muito revoltante! É revoltante para o mundo humano, para a família do motorista, é revoltante para a população. Saímos de casa sem ter certeza de que a gente volta.”
Além disso, outro motorista, que preferiu manter o anonimato, compartilhou sua experiência de quase ter sido mais uma vítima na última sexta-feira, quando foi abordado por criminosos que levaram seu carro. Ele agradece por ter sobrevivido, contrastando com o destino trágico de seus colegas.
Adicionalmente, uma nova manifestação está programada para esta quarta-feira na Orla do Porto. Isso indica que os motoristas continuam mobilizados e determinados a lutar por mudanças significativas. Essas mudanças devem assegurar não apenas justiça pelos assassinatos, mas também, crucialmente, proporcionar maior segurança em sua rotina de trabalho.

