Na manhã deste sábado (21), um acidente trágico interrompeu a vida da motociclista Fabiana de Souza Marques Rezende, de 35 anos, em Belo Horizonte. O fato ocorreu no cruzamento das ruas Gonçalves Magalhães e Visconde de Taunay, no bairro São João Batista, localizado na região de Venda Nova. De acordo com testemunhas, a colisão foi tão violenta que deixou a vítima inconsciente no local.
Motociclista morre em acidente com carro, motorista não tem CNH e havia bebida cerveja pic.twitter.com/HroDrKFoEk
— O Matogrossense (@o_matogrossense) June 22, 2025
Condutor Admitiu Estar Embriagado e Não Possuía Habilitação
Logo após o acidente, a Polícia Militar constatou que o motorista, de 62 anos, não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Além disso, ele admitiu ter consumido cerveja antes de assumir a direção. Contudo, o homem se recusou a fazer o teste do bafômetro, alegando não lembrar o horário em que ingeriu bebida alcoólica. Apesar da recusa, é importante destacar que a legislação brasileira permite que a embriaguez seja comprovada por outros meios, como testemunhos e sinais visíveis de alteração.
Vítima Chegou a Ser Socorrida, Mas Não Resistiu
Ainda no local, equipes de resgate prestaram os primeiros socorros e encaminharam Fabiana ao Hospital Risoleta Neves. Infelizmente, apesar dos esforços médicos, ela não resistiu aos ferimentos causados por um grave trauma cranioencefálico. Dados da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) apontam que, no Brasil, acidentes com motos são responsáveis por mais da metade das internações por traumas.
Álcool, Imprudência e Falta de CNH: Uma Combinação Mortal
Não por acaso, este tipo de ocorrência se repete em todo o país. Segundo o Observatório Nacional de Segurança Viária, cerca de 5% dos acidentes fatais envolvem condutores sem habilitação. Além disso, o Ministério da Saúde revela que o consumo de álcool está presente em pelo menos 30% das mortes no trânsito brasileiro. Portanto, fica evidente que a negligência, aliada à falta de fiscalização efetiva, continua causando tragédias irreparáveis.
Perguntas frequentes
O condutor responde por homicídio culposo, mas o Ministério Público pode pedir o enquadramento em dolo eventual, dependendo do caso.
Muitos acreditam que a recusa evita multas e suspensão da CNH, embora isso não os livre de responder criminalmente.
Investir em mais fiscalização, aplicar penas mais severas e promover campanhas permanentes de educação no trânsito.
