Um vídeo viral nas redes sociais expõe a qualidade duvidosa da pavimentação asfáltica em Rosário Oeste, município a cerca de 100 km de Cuiabá. Nas imagens, uma moradora do bairro Alto levanta o asfalto da rua com as próprias mãos, revelando a fragilidade da obra. A cena, que ganhou rapidamente repercussão, levanta questões sobre a execução do serviço e a fiscalização das autoridades.
O problema da pavimentação
O vídeo mostra a moradora retirando um pedaço do asfalto com facilidade, evidenciando a má aderência do material ao solo. O serviço, que deveria garantir durabilidade, parece se resumir a uma fina camada de asfalto mal compactado sobre a terra. A situação acende o alerta sobre a qualidade da obra e o cumprimento dos critérios técnicos na execução.
A moradora, indignada, aponta que o asfalto, recém-colocado, já apresenta deterioração. “O asfalto aqui em Rosário Oeste não dura nada”, afirma, ressaltando a insatisfação com a pavimentação.
Impacto na população
A má qualidade do asfalto vai além da aparência. Moradores enfrentam dificuldades diárias para trafegar pelas vias da cidade, principalmente em períodos de chuva, quando as ruas sem boa pavimentação se tornam intransitáveis. Além disso, a necessidade de constantes reparos gera gastos adicionais para os cofres públicos, prejudicando a gestão eficiente dos recursos.
Os moradores se queixam da aplicação dos recursos públicos. “Pagamos impostos para ter infraestrutura de qualidade, mas recebemos serviços malfeitos”, critica um cidadão local.
Respostas das autoridades
Até agora, a prefeitura de Rosário Oeste não emitiu nenhum comunicado oficial sobre o vídeo e as críticas à qualidade do asfalto. No entanto, a população espera uma postura rápida, exigindo reparos e uma fiscalização mais eficiente das obras públicas.
Esse tipo de problema, comum em diversas cidades do interior do Brasil, geralmente envolve a falta de fiscalização adequada e o uso de materiais de baixa qualidade. O Tribunal de Contas e o Ministério Público já investigaram irregularidades em licitações e contratos de pavimentação em outros municípios, e o caso de Rosário Oeste pode se tornar mais um alvo de investigação.

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